Antevisão: Dreadlands

Dreadlands é um jogo de estratégia por turnos que mistura a jogabilidade de um X-Com com os visuais de Borderlands. O resultado é um jogo muito interessante que  se baseia em modos online e que está neste momento a amadurecer ideias em Early Access na Steam. Na base da sua jogabilidade está muito do que faz de X-Com uma saga de tanto sucesso, mas o ambiente e visuais são muito inspirados em Borderlands. Jogamos como um guerreiro pós-apocalitptico e a sua grang. A primeira missão que temos é a de conquistar um quartel de operações para o nosso grupo e é a partir daí que temos acesso a um mapa do mundo onde temos acesso a tudo desde missões a lojas e outras localizações. O jogo tem alguns elementos de RPG como gestão do grupo e de itens, mas no geral é um jogo que reverte todo o pensamento para dentro do campo de batalha e tudo o resto é muito simples.

O combate é muito semelhante a outros jogos de estratégia por turnos. Temos duas ações por turno que têm de ser geridas entre movimento e combate. Os ataques podem ser corpo a corpo ou de longo alcance. Um pormenor é que assim que um inimigo ou companheiro entre em “modo corpo a corpo” não pode ser atacado nem atacar com uma arma de longo alcance. Isto faz com que não possam por exemplo manter apenas uma unidade a bloquear os ataques e possam utilizar atiradores para atacar à distância. Antes do jogo temos acesso a quatro cartas táticas que podemos trocar uma vez. Estas poderosas cartas podem realmente fazer a diferença entre a vitória e o fracasso e vão desde dar ataques extra a poder ressuscitar uma unidade.

Visualmente como já referi o jogo é muito semelhante a Borderlands mas há algo que realmente não funciona. Muitos dos mapas são demasiado escuros e torna-se muito complicado perceber o que se passa no jogo. O jogo tem alguns elementos interessantes mas no geral não é bonito e mesmo a UI precisa ainda de bastante trabalho. É necessário fazer melhor em termos de highlight das personagens por exemplo e ter de carregar num pequeno certo no mesmo quadrado para onde pretendemos fazer a nossa ação não funciona bem, especialmente quando podiamos simplesmente ter de carregar duas vezes ou todo o quadrado podia passar a outra côr.

Dreadlands tem potencial mas precisa de algum trabalho para se tornar um bom jogo dentro do género. Há espaço para fazer algo diferente e interessante, mas neste momento o jogo apresenta-nos pouco mais do que mais do mesmo e é demasiado semelhante em termos de mecânicas e visuais aos jogos que inspiraram os seus criadores.

Tiago Roque

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