Análise: Bake’n Switch

Bake’n Switch é um jogo que tinha tudo para se tornar o próximo Overcooked, mas que se precipitou no lançamento e no seu estado atual oferece muito pouco para justificar o valor que os criadores estão a pedir. De forma geral Bake’n Switch  é tal como Overcooked, um jogo cooperativo e competitivo  de culinária desenvolvido pela Streamline Games. Levando a cozinha para locais tropicais e desérticos, é uma reminiscência de Overcooked de várias maneiras, mas nunca criando nada em cima da excelente base que é Overcooked. O primeiro pecado que os criadores de  Bake’n Switch cometeram é não terem criado a tempo do lançamento uma campanha para um jogador. Sim,  Bake’n Switch não pode ser jogado em single-player neste momento.

Os criadores prevêm a sua chegada para outubro, mas convém relembrar que já vamos a meio do mês. Como se isso não chegasse também não existem personagens IA que nos permita jogar qualquer um dos modos offline. Ainda bem que existem os modos online então não é? Bem, nem por isso porque o jogo também não tem qualquer matchmaking. Tudo é cooperativo de 2-4 jogadores e um grupo online só pode ser formado por meio dos convites para jogar online. Ou seja, resumidamente ou têm um grupo de amigos ao vosso lado ou um grupo de amigos que tenha o jogo ou então irão ficar a olhar para os bonitos ecrãs iniciais do jogo.

Passando para aspetos positivos podemos dizer que a apresentação de Bake’n Switch é vibrante e linda. Há um mundo colorido cheio de personagens coloridos e adoráveis, assim como 7 versões diferentes de animais como massas. Tudo isso vem acompanhado de uma banda  sonora alegre que nos deixa sempre de bom humor. Em Bake’n Switch  encontramos uma terra habitada por criaturas fofas à base de massa e jogamos como um dos seis Master Bakers. O mundo está ameaçado por uma infecção conhecida como Mouldies e os Guardiões de Fla despertam da hibernação para protegê-lo mais uma vez. O problema é que um longo sono os deixou completamente famintos e cabe a nós alimentar esta gigante fome.

O conteúdo principal do Bake ‘n Switch está nas suas missões cooperativas. Os jogadores têm de trabalhar juntos dentro de um determinado limite de tempo, com cada padeiro a ter de fazer ofertas aos guardiões pegando as criaturas de massa e lançando-as em fornos de pedra  para ganhar pontos. A massa pode ser fundida num animal maior o que os torna mais pesados mas também mais valiosos em pontos, até um total de 30 massas juntas. A infeção irá tentar atrapalhar o nosso progresso, agarrando-se à massa, o  que a congela no sitio onde estáa. Para os impedir cada personagem pode dar um socos e se enchermos um medidor lançar algumas habilidades especiais. Os vários níveis também apresentam perigos ambientais, como rios ou areia movediça, algo que mantém a jogabilidade fresca e frequentemente, os Guardiões vão querer algo diferente do que apenas sua massa padrão, o que também nos complica muito a vida.

Quando o limite de tempo termina, os pontos determinam quantas medalhas vamos ganhar, permitindo um máximo de 3 e o avanço para áreas seguintes geralmente requer a obtenção de um determinado número de medalhas. Para adicionar incentivo extra, essas medalhas também desbloqueiam novos itens cosméticos após atingir um certo número. Além disso existe também um modo PvP , mas que em comparação com este modo que eu apelidaria de principal, é muito mais limitado. Considerando que o Bake ‘n Switch possui 100 níveis diferentes, estes modos pvp têm apena quatro. Essas missões são criativas e agradáveis, mas considerando a falta de conteúdo aqui, quase parece uma algo que foi martelado antes do lançamento. Se ao menos tivessem martelado uma IA para o modo cooperativo em vez disto eu tinha ficado bem mais feliz.

Bake ‘n Switch é uma experiência divertida, mas é difícil negar que sem uma IA para os modos cooperativos, um matchmaking ou sequer uma campanha a solo é um jogo que sabe a muito pouco. O conteúdo está aqui e está realmente bom, mas com as dificuldades que o jogo nos apresenta para o aproveitar não posso recomendar Bake’n Switch a não ser que realmente tenham um grupo de amigos que já tem o jogo ou esteja disposto a adquirir o jogo. Uma outra hipótese é que tenham o hábito de jogar localmente com várias pessoas e nesse caso podem já saltar abordo.

Tiago Roque

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