Análise: Control Ultimate Edition

O primeiro Max Payne continua ao fim destes anos todos a ser um dos meus jogos favoritos. Não há praticamente falhas nesse jogo que catapultou a Remedy para o sucesso e apesar de não ter jogado a fundo os lançamentos seguintes da Remedy acompanhei o seu trabalho ao longo dos anos. Control foi o último lançamento do estúdio finlandes e um dos seus melhores trabalhos até agora. Infelizmente no PC ficou amarrado a uma loja com a qual tenho tal como muitos outros jogadores alguns problemas. Felizmente a 505 Games segui aquilo que se tem tornado regra atiualmente e relançou o jogo com todo o conteúdo extra que saiu até ao momento numa nova edição, Ultimate Edtion, que além de tudo isso faz o caminho até à Steam, onde já devia estar à muito tempo.

Se já jogaram Control antes não há muito aqui para vocês. Algum do conteúdo extra já estava disponível antes, apenas AWE é recente e podem comprar esse DLC separadamente, no entanto se nunca jogaram Control esta é a edição que devem comprar. A quantidade de conteúdo pelo mesmo preço é gigante e Control apenas ficou melhor do que era com todas as melhorias que os patches foram trazendo para o jogo. Control foi amplamente bem recebido pela crítica no lançamento original e sinceramente depois de ter jogado esta edição consigo perceber perfeitamente porquê. Juntando uma série de excelente influência numa experiência divertida e coêrente a Remedy criou um universo capaz de suportar uma boa quantidade de séries diferentes, já que Alan Wake faz até uma aparição no último DLC AWE.

Para quem nunca jogou Control antes este passa-se num edifício misterioso chamado The Oldest House, a sede de uma agência governamental que investiga, contém e estuda entidades paranormais. É um lugar burocrático e estranho e que Remedy explora com humor negro e com um tom que muda de sério para maluco com bastante subtileza. Além da história, Control é também o melhor jogo na terceira pessoa dos últmos anos. A jogabilidade é das experiências mais gratificantes de que tenho memória, combinando habilidades como levitação, possessão, muita movimentação e as muitas armas variadas, encontradas em todo o jogo. O jogo base não é um jogo muito longo mas isso também significa que não tem “gorduras”, é uma experiência onde cada segundo é fantástico e os DLCs respondem à principal necessidade que temos depois de jogar o jogo base, dá-nos mais.

No contexto desta análise vou ter que me focar principalmente no conteúdo extra já que é aquilo que realmente é novo e certamente que quando o jogo saiu originalmente leram bastante sobre ele nos websites que fizeram a cobertura nessa altura. Em vez disso, vou me concentrar nas novidades de Ultimate Edition e principalmente em AWE já que é realmente o que interessa já que o lançamento ocorre ao mesmo tempo que esta nova edição. AWE está disponível a partir de um certo ponto da história principal, bem próximo ao final do jogo. Motivado por visões de Alan Wake, estamos encarregues de explorar um novo departamento da The Oldest House. Mais do que continuar a história de Alan Wake esta expansão é mais um homenagem ao jogo e esta expansão funciona bem em muitas das suas vertentes. Mais importante do que ser uma continuação é o facto de a Remedy ligar definitivamente os dois jogos e ter jogos a partilhar o mesmo universo é algo que se deveria fazer mais, muito mais.

Se forem fãs de Alan Wake no entanto podem sair daqui um pouco desiludidos já que Control não faz muito por Alan Wake além de admitir a a existência de Alan Wake e dos acontecimentos desse jogo no mundo de Control e tudo o resto é essencialmente um pouco mais da excelente jogabilidade de Control e conteúdo extra para nos fazer continuar a jogar. Tal como em Alan Wake usamos luz para eliminar umas manchas pretas que representam a escuridão, uma referência ao Alan Wake original mas além disso e alguns locais não há muito a ligar os dois. Não há inimigos para os quais se usa a luz e não há vastas áreas de deserto do noroeste dos Estados Unidos, nem muitos outros elementos de Alan Wake. Novamente repito que o importante é admitir que os dois jogos estão no mesmo universo e esse é um detalhe realmente porreiro para os fãs dos dois jogos. O enredo concentra-se em Hartman, uma personagem do Alan Wake original, mas que se sente em casa nesta expansão de Control.

 

 

AWE não é a única adição a esta Ultimate Edition. Junto com a nova expansão, há um pequeno número de atualizações no jogo base que se encaixam naturalmente com o que estava lá antes. São pequenos pormenores que apenas quem jogou o jogo antes das atualizações irá notar mas que são dignos de relevo. Há também o novo modo de assistência, que permite ao jogador ajustar de melhor forma os elementos da dificuldade para tornar mais fáceis certos aspectos do jogo. Exclusivo para AWE é a adição de uma arcade que transporta para o jogador uma série de desafios brutalmente difíceis.

Se estiveram à espera que Control fosse lançado na Steam para finalmente comprarem o jogo então não podiam ter feito uma escolha melhor. A estabilidade e conteúdo extra fazem desta edição a melhor forma de entrar no mundo de Control. O novo AWE pode não oferecer aquilo que os fãs de Alan Wake estavam à espera mas não deixa de ser um excelente DLC para um jogo que por si já estava perto da perfeição.

Tiago Roque

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