Análise: Darksburg

Darksburg é um roguelike desenvolvido pela Shiro Games. A cidade de Darksburg foi invadida por mortos vivos e cabe ao jogador ser o herói do seu povo. Darksburg pode ser um roguelite mas é fortemente inspirado por Gauntlet e Diablo e isso acaba por destacar muito aquilo que Darksburg realmente é e como isso o destaca da concorrência. O jogador juntamente com o seu grupo de sobreviventes tem de trabalhar em conjunto para encontrar a fonte da praga e salvar a cidade.

O jogo começa por colocar cinco personagens à nossa disposição inicialmente. Cada uma destas cinco personagens tem estilos de jogo bastante diferentes uns dos outros e que têm funções diferentes dentro da equipa. Quer estejamos a jogar sozinhos ou com outro jogador, podemos levar no máximo quatro jogadores no nosso grupo e aumentar as nossas chances de sobreviver.

Qualquer vaga na equipe pode ser preenchida com aliados de IA, pelo que apesar de sempre sempre melhor jogar com jogadores humanos a IA é útil o suficiente. A IA é bastante útil, usando as habilidades que recebem com frequência e com grande efeito e até percebem que quando estão a sofrer dano têm que ir para o item de cura mais próximo. Pelo caminho encontramos Dreadium Ingots, um recurso que podemos gastar no início do nível para desbloquear Curios, vantagens e habilidades equipáveis para tornar a corrida mais fácil. Quando morremos todos os Curios desbloqueados permanecerão desbloqueados, o que é ótimo para nos dar razão para jogar.

As ações de todos os elementos agrupam-se e assim todo o grupo cresce ao mesmo tempo e ao subir de nível recebem todos uma das três melhorias aleatórias para melhorar as suas habilidades. Como em todos os roguelikes que conheço a aleatoriedade é parte central da jogabilidade e tal como em todos eles é normal que não consigamos sempre jogar da forma que gostamos. Por vezes tudo se alinha e temos acesso aos poderes que realmente queremos mas a maioria das vezes temos de nos adaptar ao que vamos recebendo. As missões que encontramos em cada nível são aleatórias e bastante variadas e isso também é um bom incentivo para continuar a jogar já que mantém o jogo fresco em cada corrida.

Em termos de jogabilidade Darksburg não irá ganhar grandes prémios no que toca a originalidade. Enquanto que jogos como Diablo III fizeram um bom trabalho para se tornarem relevantes nas consolas, Darksburg não fez o trabalho de casa neste aspeto e no PC jogamos facilmente com rato e teclado mas com um gamepad nem por isso. Pessoalmente gosto de pegar no comando e jogar sempre que possível mas além de preferir rato e teclado em muitos géneros, não tenho grande preferência por um ou outro. Embora esses pequenos problemas possam incomodar alguns jogadores, o importante é que a jogabilidade a cada momento é intensa e incrivelmente divertida. Os ataques que destroem multidões de inimigos são fantásticos e a cidade de Darksburg tem um bom design. A iluminação e a mecânica do campo de visão são bons principios de design de jogo e ajudam a tornar o jogo ainda mais imprevisível também.

Darksburg é um roguelite mais negro que a maioria da concorrência e consegue oferecer uma excelente longevidade através boa sua boa capacidade de repetição, mas que em termos de conteúdo único sabe a pouco. As personagens do jogo são bastante diversificadas e oferecem muitos estilos de jogo diferentes, o que também nos mantém interessados no jogo já que cada personagem se joga de forma diferente. A possibilidade de poder jogar em coop também é fantástica, mesmo que Darksburg se mantenha perfeitamente jogável a solo graças a uma boa IA. Se gostam de roguelikes não irão encontrar muito melhor do que Darksburg, apenas diferente. Infelizmente

Tiago Roque

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