Análise: Georifters

Costuma-se dizer que mais vale qualidade do que quantidade e se é verdade que a Switch está carregada de excelentes jogos também é verdade que está recheada de lixo vindo diretamente da lixeira que é o mercado mobile. Dentro dos géneros que inundam a loja da Nintendo os jogos de plataformas 2D estão no topo dos jogos que todas as semanas chegam à consola. Se alguns são fantásticos, outros são realmente maus. Georifters não é fantástico mas também não é o pior jogo do mundo, o que o coloca no esprectro da irrelevancia, um lugar bem pior do que se simplesmente fosse um jogo mau.
O jogo tem um modo aventura que permite que joguemos sozinhos ou em modo cooperativo para 2 jogadores. Georifters começa na terra de Sweet Spot, um mundo onde todos são obcecados por doces e o nosso herói Candy percebe que estranhas fendas apareceram em Sweet Spot e com a ajuda de Chief  descobre também que essas fendas são espacialmente instáveis e trazem consigo ondas de Buttflys. O nosso herói parte assim numa aventura para encontrar a causa através de seis mundos diferentes, encontrando novos personagens jogáveis ​​ao longo do caminho. Os níveis são divididos em 10 fases, cada uma preenchida com cristais colecionáveis. Para desbloquear a saída temos de encontrar pelo menos um mas existem blocos a obstruir o caminho que por vezes podemos saltar para atravessar, mas encontrar um caminho é das poucas partes em que Georifters se distingue. Desde que a direção pretendida não seja obstruída por uma parede ou outros objetos podemos controlar o solo e empurrar os blocos para fora do caminho.
Cada personagem também possui também uma habilidade especial de manipulação, mas só podemos fazer três movimentos sucessivos antes que a energia da bateria se esgote, exigindo uma pequena recarga, o que torna o jogo desnecessariamente restritivo, e lento. Em alguns níveis especiais isto é realmente aborrecido e o jogo torna-se bastante frustrante. As redefinições restauram os blocos nas suas posições originais se ficarmos preso, mas fora dos blocos, vários obstáculos parecem interromper o progresso sem grande solução aparente. Felizmente as vidas extra são concedidas generosamente, estando escondidas entre blocos móveis e também podem ser compradas com pontos, ganhos após a conclusão de cada nível do jogo. O jogo usa um sistema de desempenho e o jogador é classificado de acordo com o tempo gasto, ataques, uso de habilidades especiais e quantos cristais recolheu durante o nível.

Quando sofremos danos, há uma pequena redução da vida mas que quando comparada aos pontos ganhos com os cristais, o impacto é mínimo. Ao terminal cada nível temos recompensas que incluem emblemas, funcionando como um sistema de conquistas no jogo e os pontos também podem comprar cartas, que podem ser equipadas com vários adesivos para melhorar as suas habilidades. Tudo isto funciona relativamente bem num estilo simplista de design de níveis que os mais novos irão achar divertido mas fora do multijogador não é muito interessante para os jogadores normais. É um jogo bastante genérico e aborrecido, onde tudo funciona mas não consegue entusiasmar.

Visualmente, Georifters é também bastante mediano e alguns dos modelos 3D são realmente fracos apesar de ter uma estética colorida em cada ambiente. Georifters tem boas ideias no papel, mas no final tudo é um pouco aborrecido e genérico e se estiverem à procura de algo na zona dos jogos multijogador para crianças, existem experiências melhores disponíveis.

Tiago Roque

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