Análise: Giraffe and Annika

Giraffe and Annika é um curto jogo de aventura que pode ser descrito como um conto de fadas jogável. Mas só porque um jogo é curto não significa que não possa ser memorável e quem segue aquilo que eu escrevo sabe que Portal é um dos meus jogos favoritos e está longe de ser um jogo longo. As personagens de Giraffe and Annika, tudo o que se passa neste mundo, a mensagem que tenta passar  e  o seu mundo encantado correspondem ao melhor que Grimm e Andersen recolheram em livro. A história decorre na Ilha Spica, onde Annika, com orelhas de gato, desperta com sem memória ou com uma memória muito difusa. É um lugar familiar mas ao mesmo tempo tudo parece diferente e é Giraffe quem a leva numa demanda pela ilha.

Este é um jogo feito com jogadores mais casuais em mente. É um jogo de ação e aventura mas sem ação. Não existe combate algum no jogo, mesmo que possa parecer que existe e tenho a certeza que a maioria dos jogadores que como eu saltarem para o jogo sem saber muito sobre este irão chegar perto de um inimigo e tentar atacar, porque apesar de não existir combate há inimigos. Na verdade, no início do jogo, ela nem consegue saltar mas eventualmente aprende e cada masmorra que concluímos traz consigo novas possibilidades de jogabilidade. As masmorras são o paraíso para jogadores casuais. Sem combate para nos preocuparmos só temos mesmo de evitar os inimigos, ou nem isso já que além o jogo não punir muito uma morte, existem ainda espalhados por todo o lado cristais de cura e pontos de gravação.

Giraffe and Annika não é de todo um jogo que nos vai desafiar muito, mas é uma aventura fantástica numa ilha adorável com personagens que precisam de nós. Alguns precisam que encontremos conchas, outros precisam que restauremos monumentos, mas todos eles precisam de nós e sempre que os ajudamos eles recompensam-nos com algo. Imaginem um RPG com as suas quests e masmorras e retirem o combate e vão ter alguma noção do que Giraffe and Annika é, mas adicionem um jogo ritmico pelo meio que funciona como combate contra bosses.

Não é no entanto um jogo perfeito, existindo problemas especialmente na jogabilide. Existem algumas seções de plataforma 3D leves e Annika move-se como se seus pés fossem manteiga. Na maior parte do jogo, esse movimento escorregadio não importa muito, já que nenhuma tarefa aqui requer muita habilidade para ser executada, no entanto logo quando nadei da primeira vez foi realmente estranho tentar sair da água e ver Annika a correr de repente e cair na água novamente. Como o jogo não tem um sistema de oxigénio, apenas existe a vida principal, morri imediamente a seguir. Felizmente, essa é uma parte muito pequena deste jogo. Pelo resto da missão de Annika o que existe é exploração numa ilha de fantasia.

O design pequeno de mundo aberto é perfeitamente adequado para uma aventura como esta, tendo uma pequena vertende de Metroivania já que voltamos a lugares anteriores com habilidades e itens novos. A ilha é de tal forma um lugar mágico que sempre que o jogo nos enfia de novo numa masmorra perde algum do encanto. Enqautno que a ilha é um lugar aberto e mágico que podemos explorar, as masmorras são lineares e um pouco aborrecidas. Não oferecem grande desafio e a batalha no final é só ligeiramente divertida. Manter um ritmo adequado é a chave para as batalhas encontradas no final de cada masmorra, a bruxa Lily irá desafiá-lo para um jogo de ritmo. Ela envia pequenas esferas cósmicas para Annika, que precisa atingi-las no tempo da música usando seu cajado mágicas. Estas não são batalhas terrivelmente complicadas, pois requerem apenas um botão e o analógico para jogar.

Giraffe and Annika é um jogo adorável e no qual gostei de gastar algumas horas. Não é um jogo desafiante, nem longo, mas há um público para este tipo de jogos. Se gostam de jogos pequenos mas memoráveis Giraffe and Annika pode ser o que procuram, mas se procuram um desafio não o irão encontrar aqui.

Tiago Roque

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