Análise: Is It Wrong To Try To Pick Up Girls In A Dungeon? – Infinite Combate

Is It Wrong To Try To Pick Up Girls In A Dungeon? – Infinite Combate é uma adaptação de uma popular light novel japonesa, assim como anime. Em vez de ser uma narrativa “isekai” tradicional em que uma personagem do nosso mundo é trazida para outro e tem que aprender a viver de acordo com suas regras, em Is It Wrong To Try To Pick Up Girls In A Dungeon? – Infinite Combate somos simplesmente apresentados a uma existência alternativa na qual as convenções que reconhecemos dos jogos de RPG são uma parte normal da vida diária. Depois do elenco de deuses de inspiração grega e nórdica dercer ao mundo humano para aliviar seu tédio, eles conferiram as suas bênçãos a alguns indivíduos para trazê-los para sua “familia”, e aqueles abençoados dessa forma foram capazes de se tornarem aventureiros, crescendo mais forte por meio das suas próprias experiências e da bênção de sua divindade padroeira.

O jogo desenrola-se numa combinação de visual novel e RPG de ação de masmorras, com capítulos alternando entre Bell e Ais até mais ou menos meio do jogo, quando o foco muda exclusivamente para Bell. As cenas do visual novel têm uma apresentação soberba com boa dobragem do elenco original japonês, algumas sequências de eventos e a arte das personagens é atraente. Infelizmente segue a tradição de praticamente todas os jogos que são parte visual novels e limita-se muito a desenhos e a falta de animação além dos movimentos da boca e piscar acaba por ser pouco decepcionante. A localização é decente na maior parte do jogo, no entanto, existem alguns problemas ocasionais como algumas linhas de diálogo que não parecem fazer muito sentido. Dada a quantidade de diálogo no jogo, alguns desses problemas são facilmente perdoados e acredito que futuros patches irão corrigir cada um destes erros com o tempo.

O jogador segue  a vida de dois aventureiros em extremos muito diferentes do espectro, Bell Cranel por um lado é uma aventureira novata e o único membro da Família Héstia, enquanto que Ais Wallenstein é uma guerreira experiente e poderosa, conhecida pelas suas habilidades tanto quanto por sua beleza. Para aqueles familiarizados com o material de origem, a história do jogo segue a primeira temporada do anime, com alguns elementos de Sword Oratoria para mostrar alguns eventos da perspectiva de Ais. Para quem não conhece o material de origem é também um ponto de partida já que o fato de este jogo seguir o início da história geral o torna uma boa introdução. Tendo em conta que o jogo vem essencialmente de um anime é pena que não existam sequências animadas, nem que fossem retiradas do anime já seria bastante bom.

 

Tiago Roque

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