Análise: Worm Jazz

Worm Jazz é um jogo de puzzles com um objectivo muito simples, alcançar uma maçã dourada no final do nível enquanto comemos o máximo de bolinhas brancas ao longo do caminho. Nesta quase demanda à Pac Man, cada bolinha branca que comemos deixa o nosso corpo mais longo, o que significa que se está essencialmente a jogar uma versão de puzzles do clássico Snake. É importante escolher que bolas comer primeiro, pois algumas áreas são mais apertadas e vão prender a nossa personagem. O jogador move-se um quadrado de cada vez enquanto atravessa os ambientes, com nenhuma habilidade a ser difícil para navegar.

Quando cometemos um erro também não há grande probema, já que o recurso de desfazer permite-nos retrocedaer até qualquer ponto em que achamos que cometemos um erro. É uma maneira realmente útil de garantir que o jogador não se sente frustrado, mas também torna o jogo pouco gratificante. Depois que um determinado número de bolas brancas consumidos, a maçã dourada é ativada e podemos completar o nível. Terminar com uma avaliação de uma ou duas estrelas geralmente é fácil, mas para obter três estrelas, temos que apanhar todas as bolas e isso exige uma solução exata. No primeiros níveis isso é relativamente simples, mas depois tudo complica.

O jogo tem também obstáculos e o primeiro que encontramos são as minas terrestres, mas também temos objetos que nos ajudam como as bolas verdes que salvam vidas. Tocar em uma mina irá, previsivelmente, explodir a nossa personagem, mas se tiverem comido uma bola verde, apenas a parte do seu corpo criada pelas bolinhas comidas após a verde será destruída. Não há nenhum benefício em manter o corpo longo já que apenas somos recompensados por recolher todas as bolas e é até util rebentar parte do corpo de vez em quando. A complexidade vai aumentando no decorrer do jogo com bolas vermelhas que podem explodir paredes quando se colide com uma mina e portais. Esses elementos são introduzidos num ritmo suave o suficiente e conseguir duas estrelas é simples o suficiente e permite ir avançando no jogo.

O jazz do nome vem da banda sonora que acompanha o jogo e enquanto que tudo o resto é bastante genérico, a banda sonora consegue dar um ar bem agradável e tom relaxante ao jogo. Visualmente por outro é um jogo que não apresenta nada de relevo. É simplesmente funcional e sabemos o que tudo o que é apresentado é, mas não há absolutamente nada e memorável aqui.

Worm Jazz pode não ser o jogo de puzzles mais apelativo do mundo mas tem alguns níveis inteligentes e apresenta uma experiência de jogo bastante relaxante juntamente com a sua banda sonora.

Tiago Roque

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