Análise: Against the Moon

Against the Moon passa-se num mundo pós-apocalitico onde a humanidade está à beira da extinção. A humanidade foi devastada por monstros criadas por humanos, mas que agora são controladas por outra força. A humanidade tem uma última fortaleza, Arx, para proteger os últimos sobreviventes e as coisas têm estado calmas por algum tempo tempo enquanto os Ultori protegem os cidadãos das ameaças e cabe ao jogador liderar estas forças. Against the Moon é essencialmente um jogo de construção de deck de cartas, já que apesar de não termos cartas tecnicamente, temos unidades e habilidades mágicas que podemos convocar durante o jogo. O tabuleiro é dividido em três pistas com cada uma consistindo de quatro espaços. Em cada turno, recebemos uma quantidade de energia que podemos gastar para convocar as  unidades e podemos aumentar este valor colocando certas unidades ou usando cartas mágicas.

As cartas de magia podem fornecer energia adicional, ajudar as nossas unidades ou ferir as unidades do oponente. As unidades são colocadas numa das pistas e irão atacar e defender essa pista. Cada unidade tem um ataque e vida e algumas das unidades também possuem habilidades especiais. Quando se usa toda a sua energia ou se opta por não usar o resto, o turno termina e as unidades de ambos os lados atacam-se umas às outras. Todas as unidades sem saúde são eliminadas do tabuleiro e nós ou o oponente causar mais dano em uma rota do que a vida das unidades o dano será causado diretamente ao líder do outro jogador.  Depois de vencer uma partida com sucesso recebemos recompensas e existem várias recompensas diferentes para vencer uma batalha. Um é aumentar a vida do líder para o resto da jornada, outros permitem que se melhorem vários aspectos da equipa para torná-la mais poderosa para suas batalhas futuras.

Em cada batalha, as últimas fileiras de cada pista são preenchidas com os Ultori, que funcionam como unidades normais, exceto que geralmente são mais poderosos e dão impulsos a outras unidades. Além disso também têm uma habilidade especial que pode ser usada assim que tiverem energia suficiente. Conforme se continua a história podemos adquirir pontos de habilidade que atualizam os Ultori e também podemos adquirir cartas adicionais ou remover cartas do baralho. Cada carta do deck pode também ser atualizada, o que desbloqueia habilidades adicionais sempre que for jogada. Inspirado em jogos como Slay the Spire, Hands of Fate e Talisman, Against the Moon consegue ser acessível o suficiente ao mesmo tempo que oferece profundidade para quem a procura.

A jogabilidade é bastante direta, mas também há muita estratégia envolvida. O objetivo final da maioria das batalhas é basicamente o mesmo, mas como conseguimos fazer isso dependerá muito da estratégia, mas não há aqui nada de muito revolucionário. Basicamente se conhecem os jogos que referi acima podem utilizar exatamente as mesmas estratégias. Isto não quer dizer que seja um jogo fácil, muito pelo contrário, pode ser surpreendentemente desafiador. Isso pode depender um pouco da batalha, pois algumas podem ser bastante fáceis, enquanto outros podem ser muito complicadas, mas muito disso parece depender do estilo de jogo. Em algumas batalhas é benéfico jogar defensivamente e em outras precisamos de ser agressivos.

Against the Moon tem dois modos de jogo principais neste momento. O jogo tem a campanha principal e um modo chamado Luma Run. A campanha é dividida em 6 missões, o que pode não parecer muito, mas cada aventura é dividida num mapa que apresenta uma série de batalhas diferentes. Ao longo da jornada, temos uma série de caminhos diferentes que alteram quantas batalhas temos que vencer e o objetivo final é chegar ao fim e vencer a missão final para completar a aventura. Em muitos aspectos, Luma Run é muito semelhante a isto, possui o mesmo mapa onde podemos escolher que batalhas jogar, mas a principal diferença é que cada aventura não é pré-determinada como as missões da história.

 

Against the Moon é um jogo sólido que apresenta muitas ideias interessantes, com o problemas de já as termos visto praticamente todas em outros jogos do género. Isto não é muito mau já que as vimos em jogos diferentes e Against the Moon é quase que um aglomerador de boas ideias, simplesmente não é revolucionário.

Tiago Roque

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