Análise: Aokana – Four Rhythms Across the Blue

A Switch tem-se tornado aos poucos a verdadeira casa das visual novels. Seguindo um pouco os passos da PlayStation Vita, a plataforma tem sido a escolha de eleição das editoras para lançar os seus jogos, juntamente com o PC. Aokana – Four Rhythms Across the Blue fez exatamente esse percurso, sendo lançado o ano passado na Steam e chegando agora à Nintendo Switch pelas mão da PQube. Para quem gosta do género a verdade é que que esta é uma das melhores e mais completas propostas no mercado.  Aokana – Four Rhythms Across the Blue segue a vida de alunos do ensino secundário como tantos outros jogos do género mas a diferença é que este título é muito mais um conto mais focado em desporto e romance.

O jogo decorre num futuro próximo no Japão, onde uma nova descoberta possibilitou os humanos controlar a gravidade. Através dos novos Grav Shoes permite que se voe com facilidade e à medida que as pessoas se foram sentido confortáveis ​​com os Grav Shoes, estas criaram um novo desporto chamado Flying Circus.

O protagonista de Aokana – Four Rhythms Across the Blue é Masaya, um rapaz comum que mantém o segredo de ter sido ser considerado um prodígio do Flying Circus. Todos sabiam do talento dele e  o incentivavam, mas um dia ele parou de jogar sem ninguém perceber porquê. Masaya tem dificuldade em manter o mundo do Flying Circus para trás, especialmente depois de conhecer Askua. Após este encontro eles acabam num duelo contra um jogador habilidoso do Flying Circus, o que acaba por conduzir a Askua e outros a implorar a Masaya que se junte ao clube Flying Circus na escola. Masaya cede em tornar-se um treinador  e desencadeia o resto da história do jogo.

 

Tal como na maioria das visual novels, Aokana – Four Rhythms Across the Blue apresenta vários caminhos e aqui existem quatro rotas diferentes, uma para cada um dos jogadores do Flying Circus com quem Masaya interage. Os caminhos pode ser jogados em qualquer ordem, mas a rota de Misaki deve ser a última já que podem inadvertidamente acabar por estragar algumas surpresas. No geral, o jogo dura entre quinze a cinquenta horas para completar, dependendo da vossa velocidade de leitura. Embora este romance visual não contenha cenas animadas, consegue transmitir uma grande sensação de movimento e emoção para as partidas de Flying Circus. O jogo é dividido n uma série de episódios e cada episódio começa com um vídeo e uma música de abertura e o final de cada episódio inclui uma preview do próximo, o que dá quase um ar de anime ao jogo e isso é realçado durante as lutas, com a arte a torna-se muito mais dinâmica e como uma cena de luta em um anime. Além da excelente arte, também a música é soberba. Existem algumas músicas realmente boas, especialmente as do Flying Circus.

Aokana – Four Rhythms Across the Blue é um jogo que irá agradar a todos os fãs de visual novels. Sem entrar muito dentro dos clichés do género e entrar demasiado em campos mais sexuais, este é um jogo do género ideal até para quem quer começar a jogar algo dentro das visual novels. A estrutura do jogo, a arte e som são de grande qualidade e até a dobragem que existe faz um excelente trabalho.

Tiago Roque

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