Análise: Evergate

Visualmente muito semelhante a Ori and the Will of the Wisps, Evergate é um jogo de plataformas e puzzles com muitos elementos de Metroidvania que promete trazer algo de novo aos jogadores habituados ao género. Numa altura em que os jogos indie estão cada vez melhores, também a concorrência faz com que muitos jogos realmente bons nos passem completamente ao lado. Não há tempo para tudo por isso ficamos apenas com apostas seguras. Evergate pode parecer mais um Metroidvania como tantos outros mas é um jogo de que oferece puzzles e plataformas com um equilibrio quase perfeito.

O jogador assume o papel de Ki, uma alma que procura retornar à Terra, assombrada por memórias misteriosas. A ação revolve em torno do Soulflame, um dispositivo que dispara um feixe de luz em qualquer direção e que ao atingir uma superfície pintada de branco e passar por um dos dez tipos de cristal suspensos no ar os pode ativar. Esses cristais desempenham várias funções, incluindo impulsionar o Ki em várias direções ou criar plataformas na posição atual do personagem e teletransporte.

Esta é parte principal da jogabilidade, a outra é que também podemos abrandar o tempo, algo que é essencial para alinhar movimentos que exigem precisão. Obviamente não podemos abrandar o tempo eternamente mas o jogo dá-nos uma janela de ação generosa.

Inicialmente, há muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e a natureza complicada dos controlos do jogo é um falha grande de Evergate. Ter que lidar com os saltos e abrandar o tempo e ainda tivar cristais ao mesmo tempo não é fácil e também o facto de não mudar muito com o tempo ajuda a ação repetitiva, embora seja frequentemente ser alternada com secções de puzzles. A jogabilidade é complementada com animações lindamente ilustradas e assim que dominamos a jogabilidade de Evergate tudo se torna mais gratificante. Muitos dos níveis apresentam vários caminhos e cada nível também contém três objetivos opcionais para completar.

Evergate pode não atingir a qualidade estabelecida por outros lançamentos recentes, mas também não é um mau jogo. Visualmente é apelativo e a banda sonora é fantástica. E, o mais importante de tudo, o intrincado nível de design combinado com uma mecânica lúdica e uma vasta gama de desafios tornam Evergate um deleite viciante e altamente reproduzível. Evergate é um jogo de plataformas e puzzles onde a precisão do jogador é o mais importante e os jogadores do género irão sentir-se em casa aqui. Não é um jogo que apresente realmente algo novo mas tem muito conteúdo de qualidade presente e apresenta um desafio para os fãs.

Tiago Roque

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