Análise: Warborn

Pelas mãos da Raredrop Games e lançado pela PQube, uma editora da qual temos recebido bons jogos recentemente, Warborn é um jogo de estratégia por turnos futurista. O jogo tem visuais e animações de uma série de anime, onde apesar de os mapas de batalha não parecerem muito detalhados e os próprios personagens parecem Transformers. Warborn não nos inunda logo no início com muita informação relativamente à história, em vez disso, lançanos logo para o combate como Luella, um comandante da força rebelde nómada. Enviado numa missão para aprender como controlar uma equipe de Mechas, aprendemos sobre os movimento, alcance das armas e captura de estruturas. A captura de estruturas rende pontos para convocar reforços, enquanto as estruturas da refinaria geram mais pontos para poder chamar unidades mais fortes.

A campanha de Warborn tem 40 missões, ou seja, 10 missões por comandante, dispostas de forma linear, para serem concluídos um após o outro. O jogador não pode escolher que missões de cada comandante jogar primeiro e embora não haja uma introdução para a história, há um pedaço de história entre cada uma das missões. A história não é muito elaborada, estando longe dos clássicos do género dentro do mundo do anime que praticamente todos conhecem. Luella comanda um super-mecha chamado Divindade e foi melhorada de forma a ter melhores  habilidades, mas isso tem um custo para sua saúde.

Cada missão do jogo tem um de 2 objetivos, capturar todas as estruturas ou eliminar todos os inimigos. Não é um jogo muito difícil, pelo menos nas dificuldades ditas normais, especialmente graças à IA que parece focada em prolongar a batalha, lançando unidades de infantaria leve que tendem a magoar e nunca dar golpes pesados. Warborn tem mapas de design muito simples, divididos em segmentos hexagonais, que servem para medir o movimento e o alcance das armas de todas as tropas. Isto acaba por ser um pouco diferente das arenas quadradas comuns deste tipo de jogos jogos, mas apenas confudem um pouco o jogador já que a ideia base é a mesma. Em vez de os atiradores de elite terem um longo alcance ao redor deles, eles têm apenas um longo alcance nas 6 linhas retas ao redor deles, o que significa que um inimigo que esteja ligeiramente fora do centro fica invulnerável a estas unidades, o que não faz sentido. Os mapas também são compostos por diferentes objetos que influenciam o movimento e a cobertura das unidades. Procurar cobretura dá-nos defesa mas também nos torna menos móveis e temos de pensar na melhor forma de distribuir as nossas unidades.

 

Existem mais de 10 tipos diferentes de unidades, que vão desde infantaria leve, a médicos e unidades fortemente armadas e blindadas. Como só ganhamos uma certa quantidade de SP em cada ronda, apenas uma unidade pode ser convocada por posto avançado que possuimos, dependendo de quanto SP temos para gastar. Além disso também acumulamos CP, Pontos de Comando, obtidos quando atacamos ou somos atacados e quando o medidor estiver cheio, todas as vantagens do comandante serão ativadas, o que nos dá uma vantagem naquela ronda.  Esta vantagem pode ser um pouco mais de movimento ou alcance ou dano da arma. O benefício é geralmente muito pequeno e dura apenas um turno, mas pode dar-nos uma pequena vantagem essencial à vitória. A campanha é bastante linear e um tanto monótona mas o jogo conta ainda com modos multijogador, o que lhe dá alguma longevidade extra.

Warborn é um jogo de estratégia tática interessante que apesar de não oferecer a profundidade de outros jogos é talvez um dos jogos mais interessantes para entrar no género. Não se destaca muito dos restantes, mas a IA não muito agressiva e o tom leve juntamente com a UI bastante intuitiva, fazem de Warborn  ideal para principiantes.

Tiago Roque

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