Análise: Star Shaman

Com os jogadores a pedirem cada vez jogos mais imersivos, a Ikimasho oferece-nos um promissor jogo VR que tira partido de tudo o que torna o VR tão único. Se virem algum dos trailers de Star Shaman, podem pensar que é mais uma reviravolta no género de ritmo , mas com feitiços em gestos, mas acaba por ser bem mais do que isso. Star Shaman coloca o jogador no papel de um cruzado místico que luta para derrotar os “Arquitetos da Entropia”. Há mais nesta história, mas não é sequer o foco do jogo e apesar de ter muito conteúdo, não posso dizer que seja uma narrativa muito bem conseguida e no final do dia, tudo o que precisam de saber é o que os inimigos são todos sobre geometria, e o nosso mago tem com ressentimentos contra formas.

Na sua essência, Star Shaman é, essencialmente, um roguelike onde ondas de bandidos se apresentam diretamente à nossa frente. Eles atacam de uma posição elevada e lançam ataques que temos de evitar ou desviar com um escudo mágico. Felizmente o jogo conta com mais alguns elementos. Em vez de algo banal como um blaster, Star Shamans empunha a Shaman Sphere, uma bola azul mágica que paira permanentemente à nossa frente e dentro desta esfera existem cristais que permitem que a nossa personagem convoque um arsenal mágico. Cada arma é apresentada agarrando um cristal e traçando um padrão de gesto que ganha vida ao redor da esfera. Ao verdadeiro estilo roguelike, desbloqueamos permanentemente feitiços cada vez mais poderosos conforme avançamos e estes podem ser acessados ​​uma vez por sistema.

Depois de aperfeiçoados, os gestos que alternam entre esses feitiços parecem quase uma dança coreografada e são incrivelmente divertidos de executar. Infelizmente esta parte muito bem conseguida do jogo tem por oposto tudo o resto já que  é aqui que as coisas mudam para pior e o Star Shaman deixa de ser envolvente e satisfatório para simplesmente irritante. A Ikimasho decidiu que no início de cada corrida o jogador precisa jogar seis níveis breves, seguidos por um boss terrivelmente enfadonho. Cada um desses níveis leva cerca de 50 segundos para ser concluído, mas são mais de cinco minutos que não têm necessidade de existir no jogo. Além disso o jogo tem uma curva de dificuldade que não faz sentido.

Os níveis iniciais não fazem nada para prepará-lo para o que está por vir e, em vez disso, tornam-se repetições frustrantes que drenam a diversão do jogo antes mesmo de se começar. Os níveis seguintes são imensamente melhores, mas além do tempo que demoramos a chegar lá, asim que o fazemos somos quase expulsos de volta pela dificuldade. Star Shaman oferece uma estética visualmente agradável e o design das personagens de apoio está muito bem conseguido com um estilo banda desenhada que é genuinamente atraente, e os mundos de fundo são divertidos. Pode não ser inovador, mas tudo se encaixa perfeitamente. Infelizmente o design das personagem nos inimigos é uma grande decepção, já que são essencialmente formas geometricas sem personalidade e para ser honesto, há muito pouca satisfação em rebentar com um hexágono.

Ao contrário dos jogos de ritmo reais, aqui não precisa interagir com nada no ritmo, no entanto a jogabilidade e banda sonora incentivam a isso. Em termos de interações de áudio, o jogo é muito mais mais divertido tentarmos sincronizar  a ação. As músicas irão ajudar a obter o ritmo certo e são uma excelente companhia para a jogabilidade. A banda sonora consiste em várias faixas de house e funk que podem não agradar a todos mas combinam na perfeição com o jogo. Quando juntamos a isso os movimentos quase de dança necessários enquanto invocamos as armas e o Star Shaman consegue incorporar os melhores elementos do género rítmico.

Star Shaman chega  perto da excelência, mas pequenos pormenores e algumas escolhas infelizes acabam por o deixar um degrau abaixo disso. É um bom jogo VR mas não consegue ser mais do que isso.

 

 

Tiago Roque

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