Análise: Terror Squid

Terror Squid é um jogo arcade feito especialmente com esse público alvo em mente, nunca tentando ser muito mais do que isso e apelar a uma audiência mais vasta. Terror Squid utiliza uma jogabilidade arcade bastante old school e apesar de difícil, consegue ser sempre muito justo. Um dos jogos dentro deste género que continua a ser um dos meus jogos favoritos para queimar uns minutos é Geometry Wars, o original para Xbox 360 e PC e encontro muito do que me agarra nesse jogo que é agora um clássico em Terror Squid. Apesar do nome não sugerir, Terror Squid é uma versão diferente de um jogo de sobrevivência, com muitos elementos de bullet hell. Esta união de géneros faz do jogo uma experiência altamente gratificante, graças ao fluxo interminável de balas que vêm na nossa direção.

Com apenas duas habilidades à nossa disposição temos a tarefa de sobreviver o maior tempo possível até que as barras se encham em ambos os lados do ecrã.  De seguida podemos executar uma explosão para causar uma corrente de explosões, em que cada explosão consecutiva de vazio o colocará no próximo ritual, em que o tipo de arma  disparada pela nossa nave muda. O tempo que temos que esperar entre os ditos preenchimentos da barra é afetado pelo tempo extra gasto num ritual específico.

Os padrões dos disparos  únicos variam entre os rituais, variando entre fáceis no início até linhas que mais parecem cobras e  explosões em arco. Encontrar a estratégia certa e encontrar a maneira de combinar a estratégia as rondas seguintes é por vezes frustrante e mas também gratificante quando corre bem. É uma delicada linha entre os dois e é essa linha que quando equilibrada torna um jogo deste género tão viciante. No entanto Terror Squid podia fazer um trabalho melhor a explicar as suas mecânicas, já que a falta de explicação de praticamente tudo deixa-nos um pouco perdidos quando não estamos a conseguir ter sucesso com o que estamos a tentar fazer. Isto é muito comum em jogos arcade, mas espera-se mais em 2020 do género.

 

Terror Squid é um jogo imensamente viciante, com um visual limpo e muito bem conseguido e uma banda sonora com qualidade e a condizer com o visual. Tem praticamente todos os pontos fortes e falhas de um jogo arcade, com a sua jogabilidade simplesm mas com uma profundidade substâncial e que é difícil de dominar. Acaba por falhar por não se propor a ser algo mais do que um simples arcade, mas os fãs do género têm aqui algo especial.

Tiago Roque

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