Análise: Jumpala

Existem jogo em que realmente não há muito para descrever, no entanto podem ser altamente viciantes. Jumpala é um desses jogos, um jogo simples, baseado em ideias que andam na industria dos videojogos desde praticamente o seu início, mas com um spin muito próprio que o torna diferente o suficiente de toda a concorrência ao mesmo tempo que familiar o suficiente para que qualquer jogador pegue nele e comece a divertir-se.

Jumpala é um jogo de plataformas 2D competitivo, onde a premissa é bastante simples. A ideia é saltar de plataforma em plataforma para ganhar o controle de cada uma. Se a plataforma cair, neste caso simplesmente desaparecer do ecrã, enquanto estiver marcada com a nossa cor, então ganhamos um ponto. Os oponentes, no entanto, podem capturar qualquer plataforma desbloqueada para si a qualquer momento, o que faz com que cada um tente alternar entre as plataformas o mais rápido possível para capturar e recapturar o máximo de plataformas visíveis.

O que torna Jumpala interessante é que podemos e devemos sabotar as plataformas dos adversários e o facto de cada personagem ter as suas próprias habilidades especiais. Algumas desta habilidades podem ser usadas ​​para bloquear plataformas e impedir que outros jogadores as capturem e outras são por outro lado pensadas para atacar diretamente os oponentes. Conforme o ecrã vai subindo a linha inferior de plataformas entrará em colapso e se por acaso um jogador cair junto com elas melhor já que a penalidade é pesada. Na verdade, bastam algumas quedas para que a pontuação seja basicamente um fosso sem retorno para quem estiver a perder.

Cada layout dos vários níveis tem a sua própria estratégia e temos de usar as habilidades do jogador com inteligente já que são a chave para a vitória, mas alguns dos poderes parecem ser muito mais fortes do que outros. Isto cria algum desiquilíbrio nas plataformas e uma corrida para as melhores personagens. A realidade é que se estão a pensar neste como num jogo de sofá onde vocês jogadores veteranos jogam com quem aparecer por casa irão ter a vantagem de saber quem escolher. Mas fora das questões de equilíbrio, Jumpala é muito divertido. A premissa é sólida e a jogabilidade muito bem conseguida, principalmente graças aos controlos fáceis de entender e dominar.

Jumpala é um jogo simples, mas um jogo simples que vale cada centimo que gastam nele. É um jogo que recomendo vivamente mas ainda mais se tiverem com quem jogar localmente com alguma regularidade.

Tiago Roque

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