Análise: One Shell Straight To Hell

One Shell Straight To Hell é um Twin Shooter onde um padre, o Padre Alexander, luta contra onda após onda de mortos-vivos, demónios e objetos domésticos possuídos. A família é a protetora de um portão para o inferno, só que ao longo dos anos a família foi perdendo um pouco do interesse, o que deixou os portões desprotegidos e a irem abrindo lentamente. Felizmente existe o Padre Alexandre, um matador de demónios com lealdade a Deus. Como um twin shooter com vista de cima para baixo, o jogador entra na residência para ajudar a dona da casa, indo de cada a andar em cada andar a limpar a casa dos demónios. Esses andares são gerados de forma processual e onde cada sala abre uma nova onda de inimigos para derrotar.

Depois do primeiro andar voltamos para a casa e mais tarde acedemos ao terreno residencial e depois temos um limite de tempo para limpar a área. Temos de recolher o máximo de “drops” que conseguirmos com o tempo que tempo já que quando o tempo acaba, a frente da casa é invadida por onda após onda de inimigos. Esta parte do jogo acaba por ser um género diferente de jogo, assemelhando-se bem mais a tower defense, já que temos que proteger Emily, a filha mais nova da família. One Shell Straight To Hell tem uma abordagem visual interessante que não impressiona pela fidelidade visual, mas pelo design. Os inimigos entram na casa vários pontos, derrubando as portas e atacando todas as estruturas até chegarem a Emily e caso consigam é o fim de jogo

Cada sala em One Shell Straight To Hell pode ter uma ou duas estruturas atribuídas e quanto mais moedas acumulámos, mais podemos construir e colocar ao redor da casa. Além disso também desbloqueamos membros da família que irão seguir-nos. No final de cada onda podemos consertar as portas, colocar novas defesas e curar o padre e depois voltamos à jogabilidade de Twin Shooter principal do jogo. Subir o nível do Padre é relativamente simples e há uma infinidade de melhorias para escolher, desde aumentos de saúde a munição. Duas das suas habilidades incluem oração, para o curar e uma benção que dispersa os inimigos dentro de uma área.

Começamos apenas com uma pistola que podemos logo melhorar para uma espingarda, de bom alcance, mas limitada. Dependendo da arma que escolhermos, vamos descobrir rapidamente que a munição no jogo não dura muito. As armas reais em One Shell Straight To Hell não melhoram, apenas a capacidade da munição, pelo que a pistola inicial acaba por fazer o trabalho suficiente. A arma de raios torna o jogo ainda mais fácil, jogo esse que diga-se é um pouco fácil. Desde que joguem com alguma atenção e vão fazendo as melhorias que devem fazer, One Shell Straight To Hell não vos irá frustrar muito, mas também é agradável e satisfatório. A jogabilidade é um pouco repetitiva mas o jogo não sofre com isso já que a jogabilidade em si é boa e sobrevive divertida durante algumas horas, o tempo que o jogo demora a terminar.

Como já referi o jogo é realmente interessante visualmente também. Isto não quer dizer que o jogo seja detalhado, muito pelo contrário e tem também alguma falta de variedade dos inimigos. Mas apesar da variedade de inimigos, é fácil ignorar os detalhes quando se está a combater com os inimigos do jogo e visualmente o detalhe apenas atrapalha.

Tiago Roque

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