Análise: Pumpkin Jack

Os jogos de plataformas de ação têm caído um pouco em termos de popularidade e se Ratchet & Clank e Mario são os derradeiros sobreviventes, a realidade é que não há nem metade dos jogos do género a serem lançados. Pumpkin Jack é um dos poucos lançamentos recentes, mas vai buscar inspiração a um outro clássico, desta vez da PlayStation original, MediEvil. Apesar de o remake não se ter conseguido impor, o jogo original é um verdadeiro clássico, amado pelos fãs e um dos jogos mais lembrados da PlayStation original. Pumpkin Jack tem como palco o reino de Arc En Ciel, onde o próprio Diabo lança uma maldição que mergulha o reinoem o desespero, libertando monstros sobre o seu povo. O Rei pede ao feiticeiro para defender o povo e em retaliação o Diabo convoca o seu guerreiro, o Stingy Jack.

Não há muito em termos de história em Pumpkin Jack, a não ser que procuremos, já que ao atravessar o mundo do jogo podemos explorar mais ou menos, conforme o nosso intersse. Pelo caminho encontramos uma coruja que guia Jack ao longo da sua jornada que pode durar umas 8 horas. Vão aparecendo outros personagens aqui e ali, incluindo um comerciante que vende peles cosméticas e uma variedade de inimigos, incluido bosses. O design da personagem e do mundo é realmente bom, e há muito aqui para explorar, incluidno numa futura sequela caso o interesse neste jogo o justifique. Os próprios níveis são bastante abertos, embora mantendo um nível confortável de linearidade que sinceramente era desejável num jogo deste género. Podemos-nos desviar do caminho um pouco para procurar alguns colecionaveis que existem no jogo, mas mais do que isso não é importante. Alguns níveis são ligeiramente repetitivos, mas no geral o jogo dura apenas o tempo suficiente para não cansar.

A jogabilidade é dividida entre mecânicas de plataformas e combate, como seria de esperar, com alguns mini-jogos aqui e ali para aumentar um pouco a diversidade. Lutar contra hordas de mortos-vivos é bastante simples mas satisfatório. À medida que completamos os níveis e o boss no final de cada um, recebemos novas armas. Cada uma tem a sua própria animação de ataque única e utilidade, mas não é um jogo onde precisamos de dominar cada uma para conseguir avançar. As secções de plataformas são um pouco mais complicadas e pode causar um pouco de frustração. Jack pode dar um salto duplo desde o início do jogo, mas o seu movimento é prejudicado quando ele está no ar. Isso significa que muitas vezes achamos que conseguimos o salto apenas para falhar redondamente.

Em termos visuais Pumpkin Jack não vai competir com a maioria dos lançamentos de maior orçamento do género mas consegue compensar a falta de orçamentoc em termos de design de arte. É um jogo com um design muito Halloween, algo que se nota principalmente no esquema de cores. Os ambientes podem parecer um pouco vazio e existem algumas falhas com elementos a aparecer de repetente mas o jogo raramente parece obsoleto. A câmera em si funciona bem na maior parte do tempo e raramente atrapalha a ação, mas a sua configuração padrão é muito lenta.

Pumpkin Jack é um bom jogo, principalmente para quem gosta do género e sobretudo tem saudades dos seus tempos de glória. Não irá ser um clássico, mas é um jogo que irá ser muito familiar para quem gostou de MediEvil.

Tiago Roque

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