Análise: TinyShot

TinyShot é um shooter 2D roguelite, onde a personagem principal, Tiny, vai abrindo caminho através dos horríveis habitantes do submundo armado somente, bem, somente não é bem a palavra certa já que Tiny está armado com basicamente um arsenal quase nuclear. Há uma enorme variedade de designs de inimigos para enfrentar, com bosses enormes e cada um único a terminar cada nível. Os níveis desenrolam-se como ondas cronometradas, dando a Tiny uma chance de se equipar e adquirir novas armas antes das grandes lutas. Tal como em todos os roguelites existem modificadores para equipa e que que afetam a jogabilidade de maneiras positivas ou negativas, o que implica conhecer e reconhecer os vários itens do jogo para termos uma tarefa mais fácil.

A jogabilidade TinyShot é realmente boa, especialmente quando entra num fluxo. O principal motor do movimento são os saltos, com um impulso generoso permitindo que Tiny se movimente pela arena como um super-herói. Ele recarrega rápido o suficiente para ficar no ar, o que é realmente divertido quando começamos a dominar a forma do movimento e quando começamos a consegue disparar ao mesmo tempo. Este fluxo é interrompido pela necessidade de recolher munições dos inimigos caídos. A jogabilidade deixa o jogador num estado em que ele tem que correr pelo mapa, esquivando-se dos inimigos sem muita dificuldade. Por causa da mobilidade extraordinária de Tiny, é apenas um caso de amarrar juntos saltos suficientes para evitar todos os monstros completamente, e isso não é particularmente desafiador. Basicamente o jogo acaba por ser tão difícil quanto quiserem, já que se se focarem em esquivar e enfrentar poucos inimigos o jogo acaba por se tornar bem mais fácil.

As lutas contra os bosses acabam por nivelar tudo um pouco já que aumentam a dificuldade de maneira bastante significativa. Os bosses são acima de tudo grandes e terríveiss. Os encontros com os bosses do jogo exigirão uma combinação de habilidade, reflexos e até alguma sorte para serem superados. Aquilo que se nota desde que olhamos pela primeira vez para os visuais do jogo é que há uma grande inspiração visual no trabalho de Edmund McMillen. Sinceramente no primeiro trailer até achei que fosse mais um trabalho dele dada a semelhante visual com The Binding of Isaac. Os designs do inimigo misturam este estilo grotesco de Isaac e sinceramente dado que esse é um dos meus jogos favoritos como já referi aqui muitas vezes, não pude deixar de ficar impressionado com as semelhanças. Há momentos em que os monstros de TinyShot são visualmente indistintos dos inimigos de Isaac.

TinyShot é divertido, e os fãs de Binding of Isaac podem apreciar a estética que o caracteriza, mas é um pouco cru demais para aguentar longas sessões, como The Binding of Isaac, que aguentou meses na minha lista de rotação. A jogabilidade é frenética em rajadas curtas mas não aguenta sessões longas, tornando-se repetitivo. Mas não posso deixar de realçar que TinyShot foi criado apenas por uma pessoa, um refugiado de apenas 19 anos, com uma história surpreendente. Obviamente que temos de ser objetivos numa análise, mas TinyShot é um jogo bastante razoável e o seu criador mostra aqui que pode vir a ter um futuro brilhante na área.

Tiago Roque

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