Análise: Bladed Fury

Bladed Fury é um jogo de ação 2D que consegue aliar a sua jogabilidade a visuais muito bem detalhados e estilizados. Bladed Fury lembra muito um jogo que joguei originalmente na Wii, Muramasa: The Demon Blade e que joguei depois passados alguns anos na PlayStation Vita já com o nome Muramasa: Rebirth. O conceito do jogo em muitos aspetos é muito semelhante, com a principal diferença a ser essencialmente o contexto, já que enquanto que Muramasa se passava no Japão feudal, Bladed Fury tem como palco a China. Bladed Fury parece tambem ir sempre atrás daquilo Muramasa fez antes, apresentando pouco em termos de novas ideias.

Bladed Fury é um jogo direto, com uma história simples que pouco mais oferece do que dar contexto às ações do jogador. Aqui jogamos como uma princesa chamada Ji, que é enganada para matar o seu pai e como resultado, exilada. Após isso, ela tenta procurar justiça e o jogador irá ajudar. A maior parte da história é contada através de eventos ou seções de diálogo opcionais que se focam na construção do mundo do jogo. Ficamos a saber um pouco das razões porque estamos a matar inimigos mas pouco mais.

Em termos de jogabilidade, existem duas armas, alguns movimentos defensivos e invocações. Para a maioria dos inimigos, qualquer combo irá derrotá-los, embora os inimigos mais fortes tenham um escudo que requer uma abordagem mais cuidada e uma arma pesada. A maioria dos inimigos pode ser facilmente derrotada, mas são as batalhas contra bosses, que são o foco da ação. Inicialmente, os bosses são equilibrados e divertidos. Há um indicador de quando eles vão atacar e facilmente aprendemos o que precisa ser feito. Com o derrotar do jogo no entanto, tudo se complica.

Além de bosses fortes, Bladed Fury não tem muita diversidade. O único elemento personalizável são as invocações por exemplo. Os inimigos básicos são realmente fáceis, mas alguns bosses insistem na defesa em vez do ataque, o que os torna por vezes aborrecidos de combater. Alguns bosses também atacam de formas realmente injustas e com ataques “baratos” que nos fazem sentir bem mais frustrados do que seria recomendável.

A variedade dos níveis é definitivamente onde Bladed Fury brilha. Os fundos são exuberantes, as personagens têm um design bastante diferente umas das outras e há muitas variações nos locais. Bladed Fury tem algumas falhas mas não é uma má experiência. A arte e o design são interessantes o suficiente para atrair os jogadores e alguns bosses são desafiantes e divertidos. Se gostam do género pode ser uma excelente proposta.

Tiago Roque

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