Análise: Buildings Have Feelings Too

Buildings Have Feelings Too é um jogo de construção de cidades, onde uma das dimensões essenciais do género parece faltar. Por muitas construções que façamos num jogo com Sim City, aquilo com que normalmente nos temos de preocupar é quase sempre as pessoas que lá habitam. Buildings Have Feelings Too tal como o nome indica ignora as pessoas e em vez de termos de manter os habitantes felizes, temos que manter os edifícios em si felizes.

Os edifícios vivos do jogo podem assumir todas as formas a que estamos habituados, desde casas normais, escritórios, fábricas e tudo o resto que era normal durante a era da rainha Vitória até à era atual. A premissa do jogo é única e divertida, mas o resultado final está longe de atingir os níveis desejados.

Em Buildings Have Feelings Too temos várias tarefas para manter a felicidade dos edifícios da cidade. O objetivo é melhorar o aspeto de cada zona, tornando-a mais apelativa para as casas que aí, habitam? não sei bem. Aquilo que efetivamente fazemos é colocar edifícios numa zona e atribuir-lhe uma função compatível com a zona e com as atividades dos seus vizinhos. As regras são muito semelhantes aquelas que já nos habitámos em jogos como Sim City. Colocar um edifício habitacional ao lado da restauração é bom, colocar um edifício habitacional perto de uma fábrica mal cheirosa é mau. Este aspeto nos “city builders” tem bastante influências no género puzzle e aqui essa semelhança é ainda mais acentuada.

O conceito do jogo é bastante original, mas depois a execução é uma lista de frustrações. A jogabilidade não é de todo boa e parece bastante desajeitada e mesmo o conceito base começa a tornar-se cansativo em pouco tempo. Com o tempo o jogo começa a complicar, com mais tipos de edifícios a serem introduzidos e ao tornar-se mais e mais complicado manter os negócios a funcionar. Chega a um ponto em que temos vários edifícios que não se podem mover e não servem para nada.

Buildings Have Feelings Too começa por ser divertido, mas com uma jogabilidade que luta para funcionar corretamente, uma diversão que desaparece em pouco tempo e demasiado frustrante com o tempo, o jogo não atinge nenhuma das metas a que propõe.

Tiago Roque

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