Análise: Almighty: Kill Your Gods

Almighty: Kill Your Gods é um novo jogo ainda em acesso antecipado que pode confundir bastante os jogadores, ao misturar conceitos modernos com outros já algo datados dos jogos de plataformas 3D da era da PlayStation 2. O mundo de Almighty: Kill Your Gods é colorido e animado, mas os inimigos parecem personagens de cartoons dos anos 90. Mais do que tudo Almighty: Kill Your Gods, mas há demasiadas incógnitas no que diz respeito a esse trabalho valer a pena. Muitos dos problemas do jogo não podes melhorar com polimento, mas aquilo que eu considero problemas aqui, pode ser facilmente uma questão pessoal.

O jogo tem como palco uma série de ilhas e a personagem que controlamos é uma espécie de viado que basicamente recebe ordens de uma cabeça de animal fantasma, mas em termos de enredo, Almighty: Kill Your Gods está bastante cru ou simplesmente vai ser assim. Não tenho a certeza e tendo em conta o estado de todo o jogo acho que há problemas maiores a resolver. As primeiras missões funcionam como tutoriais e já existem horas de missões para cumprir, o que é bom nesta fase do desenvolvimento, mas pessoalmente gostaria que parte delas fosse opcional ou algo do género e que algum conteúdo de maior qualidade tomasse o seu lugar.

O nosso principal objetivo é viajar para as diferentes ilhas e podemos fazer isso encontrando materiais e resgatando os algumas personagens que assumo terem relação com a que controlamos. Depois de extraí-los, podemos usar o ouro e os recursos encontrados para construir ou melhorar as estruturas. Basicamente temos de construir uma base doméstica e fortalecendo a nossa personagem. Quando vamos para as outras ilhas, temos de usar uma visão especial para encontrar tudo isto, mas os materiais podemos encontrá-los em objetos quebráveis. Quanto aos inimigos podemos matá-los para comer carne ou deixá-los caídos apenas e trazê-los de volta vivos para a noss base. As personagens que precisamos de resgatar por outro lado precisam de ser devolvidas através de portais.

Aquilo que mais afeta o jogo neste momento são os problemas técnicos. O combate em si não está bem implementado e não é gratificante ou divertido de jogar. As armas à distância por exemplo parecem bastante fracas e mesmo o combate corpo a corpo não parece equilibrado. A forma como a nossa personagem desencadeia combos também é tudo menos intuítiva e sinceramente precisava de ser refeita. Apenas podemos fazer combinações se não nos estivermos a mover, o que não é de todo divertido. Outros aspetos ainda mais técnicos como a optmização também está longe de boa. A framerate salta por todo o lado, existem muitos bugs visuais e mesmo ignorando isso tudo, o jogo salta de dificuldade a toda a hora.

Acredito que Almighty: Kill Your Gods possa encontrar o seu público, mas ainda precisa de muito trabalho e sinceramente encontraria muito mais facilmente jogadores interessados se repensasse algumas das suas mecânicas.

Tiago Roque

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