Análise: Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX

A quantidade de análises a jogos da série Atelier nos últimos tempos pode parecer estranha, mas a realidade é que saíram efetivamente quatro jogos novos nos últimos tempos, no entanto novos pode não ser bem a palavra certa. Um deles é efetivamente novo, Atelier Ryza 2: Lost Legends & the Secret Fairy, mas os restantes fazem parte da linha DX que compõe relançamentos aprimorados da série. Mas tendo em conta que não analisei nenhum deles no seu lançamento original, esta análise irá ser em tudo semelhante à de Atelier Sophie: The Alchemist of the Mysterious Book DX. Este é o segundo DX desta fornada e a única razão pela qual as análises saíram tão separadas é porque os jogos demoram a terminar e não é muito interessante lançar várias análises seguidas de jogos tão semelhante.

A história de Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX tem essencialmente a mesma premissa que os restantes jogos da série, seguindo a aventura de uma nova alquimista, Firis Mistlud. Também como em muitos jogos anteriores este está ligado ao mundo do jogo anterior, Atelier Sophie, já que Firis conhece Sophie e esta começa a ensinar alquimia a Firis. A história segue a primeira viagem de Firis ao mundo exterior e o objetivo principal é obter três recomendações de alquimistas licenciados e passar no Exame de Alquimista.

Como referi na análise de Atelier Sophie: The Alchemist of the Mysterious Book DX, os jogos da série Atelier são muito semelhantes, com pequenas melhorias e alterações que costumam ser na boa direção e Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX mantém a mesma filosofia. A jogabilidade não irá surpreender ninguem. A maioria das mecânica do jogo são bastante normais para jogos com um sistema de combate por turnos. Mas tal como é habitual existem algumas diferenças. Existe por exemplo uma mecânica de guarda onde os membros do grupo podem proteger Firis. Em termos narrativos isto pode fazer algum sentido, mas apenas para uma personagem e no geral parece um pouco estranho.

Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX parece ter maior enfase em itens de combate criados pela alquimista principal do jogo do que outros jogos da série. Podemos atacar normalmente como sempre podémos até aqui, mas os inimigos rapidamente se tornam mais fortes e praticamente somos obrigados a criar explosivos e outros itens de dano constantemente para enfrentar estes inimigos. Isto torna-se particularmente intrusivo porque o jogo traz de volta um calendário apertado para completar a história do jogo. Enquanto que o jogo anterior foi bastante leve nesse aspeto, aqui somos informados de que o exame de alquimia será passado um ano.

Um ano pode parecer muito tempo, mas basta pensarmos que alguns destes itens de combate que são basicamente obrigatórios demoram uns três dias para gerar e vemos que o calendário do jogo é realmente apertado. Existem algumas lojas espalhadas pelo jogo mas praticamente vendem apenas materiais que podemos usar no sistema de alquimia do jogo. Também existe um sistema de pontos de atividade que limita a quantidade de viagens e recolhas que podemos fazer antes de descansar, mas podemos obter equipamentos para ajudar a maximizar a recolha e exploração. Apesar de estes itens apenas entrarem na equação mais o fim, podemos ganhar esses pontos ao criar itens.

Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX utiliza um sistema em grelha para o sistema de alquimia, onde além dos itens em si, temos de ter em conta a qualidade dos itens para podermos obter bónus nos itens que criamos. Algumas das mecânicas no sistema não são explicadas, mas nenhuma delas é realmente essencial. O mundo do jogo é bastante grande e existe muito para descobrir, incluindo receitas. O mundo tem inúmeras masmorras para explorar e encontrar novos recursos e receitas, mas o limite de tempo não deixa estas áreas brilharem. É realmente pena e quem gosta de explorar cada recanto de uma área vai sentir que está a correr através do conteúdo em vez de o aproveitar.

Tal como muitos jogos da série, Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX tem vários finais e neste caso eles dependem da nota do exame final que mencionei acima. O jogo não faz grande trabalho a preparar-nos para este exame, já que não sabemos exatamente o que é. Sendo um RPG o mais óbvio é ser um combate qualquer, mas o exame final está dividido em três partes e só uma é combate e nem sequer é um combate que estejamos à espera. A primeira parte é um exame de escolha múltipla que nos pede que nos lembremos de localizações de inimigos e outras perguntas sobre os itens do jogo. O segundo coloca à prova a nossa alquimia e convém termos levado itens de boa qualidade para o exame já que estes não são fornecidos. O último é efetivamente um combate, mas resume-se a uma ronda onde tentamos infligir o máximo de dano possível.

Atelier Firis: The Alchemist and the Mysterious Journey DX é uma entrada forte na série, mas enquanto que outros jogos da série misturam os elementos característicos da série, com outros mais convencionais, este descarta muita inovação para apresentar um Atelier muito fiel às origens. Isto será realmente interessante para os fãs, mas para os restantes jogadores irá causar alguma frustração.

Tiago Roque

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