Análise: LOVE – A Puzzle Box Filled With Stories

LOVE – A Puzzle Box Filled With Stories é um jogo que explora as vidas de uma série de personagens e as relações entre elas. É baseado em comunidades pequenas, onde toda a gente se conhece e basicamente sabem tudo sobre a vida uns dos outros. LOVE – A Puzzle Box Filled With Stories é um jogo de puzzles que gira em torno de um único prédio de apartamentos e dos seus habitantes.

O objetivo do jogo é encher um álbum com fotos das pessoas que aqui vivem e essas fotos vêm em pares, uma do passado e outra do presente. Estas fotos contam uma história em conjuntos de 8 fotos, com cada puzzle que resolvermos a dar-nos algumas fotos para usar como ponto de partida e cabe ao jogador depois explorar este bloco de apartamentos e capturar momentos da vida de quem lá vive. O lado esquerdo do edifício está no passado, onde tudo é monocromático com detalhes em vermelho. O lado direito do bloco está no presente e é apresentado acores. O aspecto inteligente do jogo é que cada andar do bloco de apartamentos pode ser girado e à medida que fazemos isso, o conteúdo dos apartamentos muda, assim como os seus habitantes, que tanto podem envelhecer como voltar à infância.

Na maior parte do tempo, os puzzles do jogo assemelham-se muito em encontrar personagens e alguns puzzles lógicos. Começamos com a foto de algo ou alguém e temos de o encontrar no prédio, seja no passado ou no presente. Depois de encontrar a imagem na foto, temos também de ver como a imagem se relaciona com o ambiente e as outras fotos que já recebemos. É aqui que entra o aspecto ambiental do jogo. O jogador pode agir como uma força para alterar o ambiente e desencadear eventos. Se quisermos que uma personagem descubra um segredo de outra personagem por exemplo, temos que a chamar à atenção e tentar influenciá-la. À medida que completamos puzzles, iremos descobrir novas salas e personagens que se sobrepõe a tudo o que já estava presente antes.

Algo que não está muito bem conseguido em LOVE – A Puzzle Box Filled With Stories é a apresentação. Os visuais do jogo não são maus, mas não transmitem o sentimento e informação que seria necessário para o jogo resultar na perfeição. A falta de expressões e acima de tudo textos e diálogos fazem com que seja por vezes complicado perceber o que se passou num certo momento. Isto é mais evidente para as seções no passado, onde a maioria dos personagens tem um item vermelho para ajudar o jogador a distingui-los uns dos outros, mas mesmo com esses recursos, pode ser difícil saber qual personagem é qual. Também alguns puzzles não parecem fazer muito sentido, acontecendo por vezes até resolvermos algo que nem estávamos a tentar resolver.

Apesar destes pequenso problemas, LOVE – A Puzzle Box Filled With Stories é um jogo interessante e original que mistura ideias que estamos à espera com outras muito próprias. Nem tudo o que tenta fazer resulta, mas muito do que tenta acaba por fazer valer a pena.

Tiago Roque

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