Análise: Clan O’Conall and the Crown of the Stag

Clan O’Conall and the Crown of the Stag é um jogo de plataformas 2D com uma excelente arte de inspiração retro. Centrado na mitologia celta e consegue garantir alguns pontos por aí, especialmente porque não é talvez a mitologia mais utilizada em jogos. A história fica em segundo plano em Clan O’Conall. focando-se o jogo mais nas suas componentes de puzzle e ação e aventura. O jogador controla três irmãos, Killcanon, Clakshot e Haggish, todos herdeiros do trono. Os três tentam caçar Caoranach, a Mãe dos Demónios. Caoranach raptou o rei e isso lançou lançou o reino no caos.

Assim, os nossos heróis irmãos terão que resgatar o pai, tendo de para isso atravessar a terra das fadas, encontrando inimigos e muitos outros obstáculos. Para atravessar com sucesso a terra de Hibernia, temos de utilizar da melhor formas as várias habilidades das personagens e é aí que a mecânica mais divertida do jogo entra em jogo. O jogador pode alternar facilmente entre cada um dos irmãos em tempo real, utilizando as suas habilidades especiais para resolver os puzzles e também durante o combate. Isto não é propriamente original, fazendo lembrar Trine em certos aspetos, um jogo também ele de fantasia e que também nos permite alternar à vontade entre três personagens.

Em vez de uma ladra, um guerreiro e um feiticeiro, aqui temos Kilcanon, um espadachim musculoso com a sua esgrima rápida e a habilidade de golpear os inimigos, Clakshot, a única mulher do grupo e armada de arco e flecha e com um salto mais alto que os retantes e Haggish, que é talvez a força bruta do grupo e o que tem mais personalidade tem uma habilidade de esquivo que lhe permite girar e ser uma espécie de Garen de League of Legends. Como podem ver as parecenças são muitas com Trine, com os mesmos tipos de personagens, mas visualmente e na forma como se jogam são bastante diferentes.

O jogo é dividido em três capítulos com vários níveis em cada um, onde em cada um temos de colecionar fadas douradas. Essas criaturas estão tanto em sítios bastante óbvios que ficam pelo caminho ou estar em sítios de bastante difícil acesso. Há uma contagem que mostra quantas fadas já recolhemos e quantas fadas existem no total. Há uma contagem semelhante para quantos inimigos já derrotámos e quantos segredos encontrámos. Após cada nível recebemos fadas extras pela quantidade de segredos e inimigos. Essas fadas depois são utilizadas para melhorar as personagens. Mas não ganha habilidades apenas através das fadas, já que cada personagem recebe uma nova habilidade pelo caminho. Normalmente essas habilidades são necessárias para atravessar novos perigos do nível.

O jogo faz um bom trabalho em manter as coisas emocionantes ao incluir constantemente novos inimigos e obstáculos. A variedade do conteúdo é muito boa e raramente parece que estamos jogar praticamente a mesma coisa com uma capa diferente. Nem sempre o jogo mistura as coisas com novo conteúdo, por vezes limita-nos as nossas possibilidades, obrigando-nos a jogar com uma personagem em específico por exemplo. O design geral do progresso do jogo é muito bom, misturando novo conteúdo com simples mexidas que nos obrigam a reajustar a forma como jogamos.

Clan O’Conall and the Crown of the Stag é bom, muito bom até. Dentro do género quase que diria que não saiu melhor este ano até agora. Se gostam do género é um jogo que recomendo vivamente.

Tiago Roque

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