Análise: Glyph

Se quiserem ter uma ideia daquilo que é Glyph, imaginem que resumiam a jogabilidade da série Metroid à habilidade Morth Ball e vão ter uma ideia daquilo com que podem contar. Resumir um jogo a um elemento da jogabilidade que funciona bem não é uma escolha muito inteligente e felizmente Glyph encontra formas de encontrar variedade de outras formas. Glyph é acima de tudo um puzzle-platformer e a sua história é bastante minimalista. Aqui jogamos como um besouro dourado que explora um mundo conhecido como a Cidade do Templo de Aaru.

Junto com a nossa personagem está um NPC chamado Anobi, que nos faz companhia em cada nível, fornecendo a história da área. Tal como praticamente todos os companheiros deste género que conheço, também Anobi é um pouco intrusivo e pessoalmente apenas me desconcentra. No mundo do hub, existem portais para cada nível, e elas são divididas em dois tipos distintos: exploração e contra-relógio. Nos níveis de exploração temos de procurar as chaves para desbloquear a saída, enquanto recolhemos itens como moedas e artefatos que desbloqueiam níveis adicionais dentro do mundo central.

A jogabilidade em si é incrivelmente intuitiva. A nossa personagem fica presa na sua forma de bola e pode-se mover e saltar à vontade. Espalhados ao redor de cada nível estão pontos de energia que nos dão a habilidade única de salto duplo. Para recuperar essa habilidade depois de a utilizar temos de encontrar outro ponto. Depois de estar no ar podemos planar temporariamente, e é aqui que vemos a nossa personagem fora da sua forma de bola. Usar estas habilidades em conjunto permite viajar grandes distâncias sem nunca tocar o solo e acaba por ser bastante gratificante.

Glyph tem uma boa quantidade de níveis disponíveis, com os níveis de exploração variando muito em termos de ambiente e desafios. Os níveis de contra-relógio são um pouco imprevisíveis, com alguns a serem bastante divertidos mas a maioria a ser simplesmente incrivelmente frustrantes e também muito mais pequenos. Os níveis de exploração têm bastante para oferecer, existindo até itens cosméticos que podemos coleccionar. Estes itens permitem-nos praticamente alterar de personagem. Não é algo que tenhamos realmente de recolher, mas é bom que o jogo tenha ainda mais conteúdo para quem o procurar.

Com uma jogabilidade forte, Glyph é um jogo realmente divertido de jogar. Os níveis de exploração são definitivamente os melhores, mas todo o jogo no geral é divertido. Também a apresentação é muito boa, com uma banda sonora sublime a acompanhar tudo também.

Tiago Roque

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