Análise: Labyrinth City: Pierre the Maze Detective

Labyrinth City: Pierre the Maze Detective é um jogo de puzzles interactivo que mistura algumas ideias para criar aquilo que se assemelha muito com uma espécie de “Onde Está o Wally?” interactivo. O jogo é uma adaptação do livro para crianças Pierre The Maze Detective e é mais indicado para um público mais jovem, oferecendo muito pouco valor para adultos.

Em Labyrinth City: Pierre the Maze Detective o jogador está encarregue de encontrar o ladrão que roubou a preciosa pedra do labirinto do museu. O criminoso não é outro senão o Sr. X, e ele transformou tudo em um labirinto. O jogador irá jogar como Pierre e colocar as suas habilidades de detetive à prova enquanto resolver vários labirintos coloridos e por fim encontrar o malvado Sr. X.

A jogabilidade em si é muito simples. Podemos controlar Pierre com os botões direção e essencialmente só temos mais um botão de ação que nos permite interagir com o ambiente e outras personagens. Os labirintos não são constituídos por muros como normalmente, mas sim de obstáculos da cidade como engarrafamentos por exemplo. As interações que fazemos são bastante disparatadas e à medida que vamos resolvendo o labirinto iremos encontrando objectos coleccionáveis e outros tesouros.

Aquilo que se destaca e irá impressionar até os adultos é arte do jogo. Os visuais desenhados à mão, ou pelo menos que dão essa ilusão, são simplesmente soberbos, coloridos e fazem com que todo o jogo se assemelhe a um livro de pintura interactivo. É um jogo cativante e apesar de não ser um jogo para mim em termos de mecânicas, posso apreciar o excelente trabalho feito no que toca ao aspeto visual.

Infelizmente no que toca às mecânicas de jogo este é mesmo um jogo para os mais novos. É um jogo que nos agarra a mão durante toda a sua duração e não oferece grande coisa no que toca a desafio. É também um jogo altamente repetitivo. Não posso falar com certeza pelo público alvo, mas a ideia que tenho é que mesmo para o público mais jovem pode tornar-se aborrecido por ser exactamente igual do início ao fim.

Tiago Roque

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