Análise: Samurai Warriors 5

Como sequela de um dos melhores jogos do género “Warriors” do mercado, Samurai Warriors 5 tem uma responsabilidade considerável. O último jogo da saga, lançado no já longínquo ano de 2014, Smarai Warriors 4, mostrou essencialmente com deveria ser um jogo género, mas os criadores de Samurai Warriors 5 não queriam viver do passado e decidiram essencialmente começar de novo, já que Samurai Warriors 5 tem uma nova história, direcção de arte diferente e até a jogabilidade é nova.

Na maioria do tempo isto resulta já que Samurai Warriors 5 absolutamente divertido de jogar, oferecendo alguns dos combates hack and slash mais divertidos do catálogo da Koei Tecmo. Infelizmente esse combate está assente numa estrutura complicada que o impede de ser bem melhor. Samurai Warriors 5 tem uma quantidade de grind pouco recomendável. Tudo é construído em torno de um longo modo de história de vários capítulos que é dividido entre as vidas dos dois personagens principais. A campanha é portanto bastante longa, com cerca de 30 horas, mas é o grind necessário que é realmente o problema principal.

Samurai Warriors 5 vai pedindo ao jogador que salte entre o modo de história e um modo secundário com bastante frequência. Progredindo através da história desbloqueia mais missões no modo secundário e é aí que iremos reunir materiais de construção que são necessários para melhorar as várias instalações que podem ser usadas para subir de nível as personagens e armas necessárias para avançar na história. Isto infelizmente tem o resultado infeliz de acabar por saturar o jogador de uma jogabilidade muito boa e um loop que começa por ser interessante no início. Por muito bom que algo seja, quando temos que o repetir até à exaustão, não há qualidade que valha.

É realmente pena que isto seja um problema já que o modo de história em si é envolvente. A história centra-se em duas figuras-chave na história japonesa: Nobunaga Oda e Mitsuhide Akechi, a dupla que construiu as fundações para a unificação do país. A história fornece uma perspectiva bastante pessoal das duas personagens e apesar de não ser propriamente aquilo que recomendaria para recolher informação fidedigna, é no mínimo uma boa forma de conhecer duas pessoas importantes da história do Japão. Cada nível do modo de história tenta capturar uma batalha chave da época e embora a vasta maioria das personagens jogáveis do jogo não têm nenhuma posição significativa no centro das atenções, Samurai Warriors 5 faz um bom trabalho garantindo que todos sejam incluídos.

O problema de focar a ação nas duas personagens principais em quase a totalidade da ação é que por vezes somos obrigados a não jogar com elas, tendo de utilizar uma das outras com que nunca jogámos. O problema disto é que estas personagens são muito mais fracas, obrigando o jogador a um grind gigante no modo secundário para as melhorar. Isto coloca o modo história essencialmente em pausa e torna o jogo aborrecido, especialmente para quem está envolvido com o modo história. É realmente uma pena que a estrutura de Samurai Warriors 5 atrapalhe assim por vezes, porque o combate é realmente bom. Samurai Warriors 5 é construído sobre as fundações de seu antecessor e desde os combos às habilidades, tudo é realmente bom e nestas alturas simplesmente gostaríamos de conseguir continuar a jogar a história.

Samurai Warriors 5 conta também com muito conteúdo depois de terminar-mos a história. A jogabilidade é profunda e podemos querer repetir as missões em modo livre seja pelos boosts que recebemos ou até para experimentar outras habilidades ultimate que podíamos ter utilizado antes. O novo estilo visual também funciona muito bem, integrando-se na perfeição com o elemento anime que o jogo desenvolveu.

Samurai Warriors 5 pode não estar ao nível do jogo anterior. Continua a ser bom sim e muitas melhorias e novidades vão no bom sentido. Infelizmente tem um elemento de grind que acaba por prejudicar o jogo, quebrando o ritmo da história e desgastando os ciclos das mecânicas e a boa jogabilidade.

Tiago Roque

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