Análise: Seed of Life

Seed of Life é um jogo de aventura com um mundo semi aberto e foco em plataformas desenvolvido pela MadLight, um estúdio que pessoalmente não conheço. O jogo contra a história de um mundo que está a morrer e Cora, uma rapariga que parece ser a única que pode restaurar a semente da vida que dá nome ao jogo e assim salvar o planeta. O jogo tem realmente boas ideias, mas a performance e jogabilidade não acompanham as boas ideias. Com algum polimento Seed of Life podia ser pelo menos bom, mas o resultado final está longe disso.

O jogo começa por nos introduzir ao seu mundo fascinante, Lumina, logo após este quase ter sido destruído depois de ter sido descoberto por uma raça alienígena, os Namurians. Com o seu sol moribundo e o mundo habitado pela escuridão, Lumina é um palco muito bom para contar uma história e a de Cora à procura do seu avô poderia ser essa história se a jogabilidade do jogo fosse melhor, ou simplesmente boa vá. Pelo caminho recebemos a ajuda de Nar, uma IA que ajuda Cora a recolher talismãs mágicos que ela precisa e no geral é a sua ajuda para salvar o mundo.

A jogabilidade Seed of Life tem muitas ideias interessantes, desde em termos de interface on usa um HUD nas costas de Cora como em Dead Space e a coleção de talismãs que permitem uma série de poderes alimentados por uma energia chamado Lumium. Infelizmente a execução das boas ideias não prende o interesse do jogador por muito tempo. O jogo parece não sido acabado, com praticamente tudo no que toca à jogabilidade a precisar de ajustes, como se tivesse sido feito um esboço e esse esboço ter sido entregue aos jogadores. Por vezes Seed of Life parece realmente uma versão beta de um bom jogo e acreditem em mim quando digo que tive que confirmar que não era um Early Access. Algumas escolhas também são simplesmente erradas, especialmente zonas que podiam funcionar bem se simplesmente aparecessem depois de desbloquearmos uma certa habilidade.

Nar também está longe de ser uma boa personagem. Não digo que não seja útil, mas é demasiado útil, lembrando o jogador constantemente de que tem de arranjar Lumium por exemplo, mesmo que não possamos recolher mais. Por vezes temos coisas a acontecer à nossa frente e mesmo assim Nar começa a explicar o que se está a passar, como se Cora ou nós fossemos cegos. Nar é essencialmente o Clippy do Seed of Life e só me apetecia desligar Nar.

Seed of Life tem boas ideias e um mundo realmente interessante para explorar e até uma história que embora de premissa simples, mas a jogabilidade inacabada e escolhas que não funcionam tornam Seed of Life um jogo a evitar. Se mesmo assim se sentirem tentados podem pelo menos ficar descansados ao saber que não é um jogo muito longo e também relativamente barato.

Tiago Roque

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