Análise: Triversal

Quando um jogo se descreve como uma experiência relaxante normalmente poderia ser facilmente descrito como aborrecido. Encontrar o equilíbrio entre um desafio interessante e uma experiência relaxada não é fácil e normalmente ou o jogo é um jogo com um bom desafio e portanto não muito relaxante, ou é de tal forma relaxante e sem desafio que apenas dá sono. Triversal apesar de não ser perfeito consegue navegar esta ténue linha talvez melhor do que a maioria da concorrência.

Triversal é um jogo de puzzles onde tentamos conectar vários pontos diferentes, às vezes dois, outras vezes três, da maneira certa para que a nossa peça entre no objetivo. Recolher moedas triangulares dá-nos mais tentativas em certas situações, e também cria uma forma de aumentar a pontuação. As ligações são elásticas e temos de encontrar os pontos certos para conectá-las. A maioria dos pontos de ligação são rígidos mas os níveis mais avançados irão pedir-nos que liguemos a pontos elásticos.

A curva de aprendizagem é lenta e gradual. Não senti que existissem puzzles muito difíceis, mas ao contrário de outros jogos do género, Triversal vai-se tornando mais relaxante com o tempo e não começa por ser relaxante para se tornar frustrante com o tempo. Aquilo que senti é que com o tempo os puzzles vão dificultando sim, mas também nos vamos tornando melhores a resolver os puzzles.

Além das centenas de puzzles que o jogo tem para os oferecer logo, existe também um puzzle diário que podemos tentar resolver todos os dias. Isto ajuda realmente a manter os jogadores interessados no jogo e se há algo que não falta em Triversal é conteúdo. Além disso existem um modo de resistência, que nos desafia com puzzles cada vez mais difíceis e que temos de resolver até ficarmos sem moedas.

Triversal é um jogo casual que pode parecer uma coisa completamente diferente. À primeira vista parecer um daqueles shooters arcade com visuais neon, mas acaba por ser uma agradável experiência para nos ajudar a abrandar o ritmo. Não é muito difícil e raramente vamos encontrar um puzzle que nos faça desistir. Todos os puzzles nos fazem pensar, mas nenhum nos vai fazer arrancar cabelos à procura da solução.

Tiago Roque

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