Análise: Guts ‘N Goals

De vez em quando aparece um jogo que tenta pegar num desporto e fazer algo completamente diferente. Para Rocket League funcionou brilhantemente, tornando-se um fenómeno online e nos eSports. Para Guts ‘N Goals, nem por isso. A premissa é misturar um jogo de futebol com um jogo de combate, com os nossos jogadores a terem habilidades especiais e armados com o taco de baseball, mas o resultado é tudo menos divertido. O conceito até tem potencial e o jogo é a espaços divertido, mas quando se parece ter tão pouco controlo sobre o mais importante num jogo de futebol, a bola, tudo acaba por ir por água abaixo.

O objetivo do jogo é muito simples. A equipa que marcar dois golos primeiro ganha e os jogadores têm de utilizar os tacos para direccionar a bola ou para simplesmente bater nos adversários. Na realidade as duas coisas são necessárias e o jogo tem um ritmo frenético que rapidamente lança as partidas para fora do controlo. Um simples golpe na bola faz com que ela percorra uma pequena distância, mas carregar o ataque permite que a bola viaje mais longe.

As partidas tornam-se rapidamente numa verdadeira carnificina e raramente temos tempo para planear o quer que seja. Cada partida dura três minutos, embora isso possa ser muito mais curto se uma equipa chegar aos dois golos. Os dois golos chegaram bem mais rápido que os três minutos e contra a IA isto pareceu acontecer de uma forma mais ou menos aleatória. Tanto parecia fácil sofrer dois golos seguidos como a seguir marcar os dois rapidamente. Isto deve-se à natureza frenética do jogo que apesar de trazer momentos divertidos, também não premeia muito a habilidade.

Visualmente é um jogo colorido e tem um estilo pixel art interessante. Há muito conteúdo para desbloquear e entre os jogos de futebol “normais” o jogo lança-nos alguns mini-jogos que não mudam muito a fórmula para ser sincero. Guts ‘N Goals tem um conceito divertido, mas a jogabilidade não tira todo o partido possível do conceito.

Tiago Roque

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