Análise: Zengeon

Zengeon é um novo roguelite que mistura os elementos do género com arte de estilo anime. Uma combinação pouco usual dada a natureza mais “hardcore” do género, mas capaz de suscitar a nossa curiosidade. Zengeon permite que os jogadores escolham entre 6 personagens jogáveis, mas a opção de jogar com a maioria do elenco é desbloqueada conforme o progresso é feito. Cada personagem luta de maneiras distintas, o que torna a escolha importante, mas a execução da jogabilidade central torna qualquer individualidade entre as personagens um pouco discutível.

Os jogadores têm aqui de explorar e combater em vários cenários lineares que geralmente apenas alteram na estética. Os upgrades e powerups são encontrados abrindo baús com o dinheiro obtido da destruição de inimigos e encontrado pelo caminho. Junto com um ataque padrão, também existem habilidades especiais que podem ser usadas, cada uma delas limitada por um tempo de cooldown.

Infelizmente para Zengeon, na Switch o jogo sofre de uma performance horrível. O jogo pode aguentar-se bem durante a exploração, mas a framerate cai a pique ao lutar contra hordas, o que é a maior parte da experiência. Além do problema técnico, é também muito confuso visualmente, sendo quase impossível de ler o que está a acontecer no momento. Além disso o jogo parece pensado para ser jogado exclusivamente em coop, já que a dificuldade parece inclinar-se para o multiplayer e parece quase impossível jogar a solo. Os bosses por outro lado são completamente lineares e fáceis.

Este é um daqueles jogos que não nos torna invulneráveis momentos depois de sermos atacados. Isto faz com que qualquer ataque possa gerar uma imensidade de dano sem razão aparente. Também em termos de história, o jogo não apresenta grande atenção em dar ao jogador algo muito elaborado e no geral é deixada de lado. Como o jogo não tem um sistema de checkpoints também é muito mais frustrante do que seria de esperar.

Zengeon não é um bom jogo. As falhas técnicas tornam a experiência dolorosa de jogar e mesmo os conceitos básicos do jogo não são bons.

Tiago Roque

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