Antevisão: Honey, I Joined a Cult

Honey, I Joined a Cult é essencialmente Prison Architect com uma temática diferente. Desde os visuais até à forma como se joga é semelhante, mas não digo isto como uma crítica já que Prison Architect é ótimo e a temática de Honey, I Joined a Cult tem força para tornar a experiência bem diferente. Como o nome indica aqui o foco são os cultos, aqueles meio obscuros que normalmente acabam em desgraça.

Quando o jogo começa vemos uma pequena cutscene de um complexo de um culto a ser invadido pela polícia e funcionários do governo. O líder do culto sai da cidade e afasta-se da autoridade para começar de novo com um novo culto. É aqui que começa a parte jogável e começamos por customizar este novo culto. Para um jogo em acesso antecipado a customização é bastante extensa até, mas podemos escolher um dos dez cultos predefinidos para começar mais rapidamente o jogo. Mas se tiverem vontade podem escolher tudo o que podem pensar.

Assim que acabamos de personalizar o nosso culto, o jogo dá-nos um tutorial que nos ensina como construir quartos e adicionar mobília para manter os nossos membros do culto felizes. O tutorial é detalhado o suficiente e ensina basicamente tudo o que precisamos de saber. O objetivo geral do jogo é reunir o máximo de seguidores possível e ganhar dinheiro com isso. Este é um jogo de gestão e apesar da temática bastante original, em pouco tempo percebemos que o jogo em si não difere muito dos jogos que o inspiraram. Se olharmos para o culto como uma empresa ou uma espécie de hotel, o jogo não difere em nada além da temática de outros jogos.

Existem também missões de relações públicas para completar, onde podemos enviar um membro do culto com as habilidades certas para a cidade. Se essas missões forem bem-sucedidas, algo que depende apenas das estatísticas de quem enviamos, temos a possibilidade de ganhar muitos seguidores, mas também a atenção do governo, algo que não é positivo e ganharmos demasiada atenção do governo temos o mesmo problema da cutscene que vimos no início. O objetivo final acaba por ser definido pelo jogador, apesar de neste momento não existir grande variedade. Também a UI é um pouco confusa, ou complicada demais para as tarefas que pretendemos.

A gestão do dia a dia é também uma parte central da jogabilidade. Os edifícios e instalações têm problemas com o tempo, especialmente se este crescer muito. Com o tempo vamos gastando mais e mais tempo a resolver problemas de manutenção, algo que não é de todo tão divertido como tudo o resto. Os seguidores do culto andam pelo complexo com pequenas bolhas de fala acima das suas cabeças e é divertido ler os seus comentários cheios de humor. Neste momento não há muito que separe Honey, I Joined a Cult da concorrência, mas pela temática o jogo começa a valer a pena, no entanto neste momento recomendo optar por Prison Architect.

Tiago Roque

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