Análise: Cupid Parasite

O género Otome não me tem a mim de todo como público alvo, no entanto tento dar a minha opinião sempre que recebemos um novo lançamento. Quem não faz a mínima ideia do que é um Otome, basicamente é uma visual novel com foco em relações amorosas, com o jogador normalmente a ter de optar por um/a pretendente.

Tal como seria de esperar pelo nome, talvez, a nossa personagem principal é Cupido, que aqui é uma heroína que lança as suas flechas para criar casais perfeitos. Infelizmente, mais e mais casais se separam e as taxas de casamento estão a cair, o que a irrita profundamente. Cada vez mais atraída pelo mundo humano graças à sua tia, Cupido começa a questionar a maneira como os deuses pensam e atuam. Para provar que o pensamento retrógrado do seu pai está errado, ela desce para Los York com a ajuda de Minerva e adota o nome de Lynette Mirror. No mundo dos humanos estuda e começa a trabalhar numa empresa de encontros.

Em pouco tempo ajuda a empresa a torna-se a empresa líder e recebe uma tarefa do seu chefe, encontrar pares para os Cinco Parasitas, cinco personagens que parecem ser impossíveis de encontrar par. Não vou entrar em grandes detalhes sobre cada uma, mas posso dizer que todas são distintas e relativamente interessantes.

Uma boa visual novel precisa de boas personagens, boa história e boa arte sempre que possível. Um bom Otome precisa também que cada playthrough seja diferente, oferecendo caminhos interessantes para cada pretendente e recompensas por percorrer todos estes caminhos. Em termos de recompensa podem contar com um pretendente extra se completarem os outros cinco. Existem finais alternativos e secretos também que quem gostar destas histórias romanticas irá adorar desbloquear.

A arte de Cupid Parasite é decente e as personagens principais têm vários fatos, mas a arte está longe do melhor que já vi do género e a palete de cores é demasiado forte e cansativa. O som é bom mas um trabalho de vozes muito competente também.

Cupid Parasite é um bom jogo do género. Não irá converter novos jogadores, mas os fãs precisam de lançamentos constantes. Estes não são jogos longos, nem oferecem repetição ilimitada e Cupid Parasite oferece uma boa experiência do género.

Tiago Roque

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