O jogo Backrooms Anomaly é uma tentativa de combinar a ideia de espaços liminares, popularizada pelo conceito dos Backrooms, com a mecânica de detecção de anomalias, inspirada no jogo Exit 8. A ideia por trás disto é interessante, pois a detecção de anomalias pode ser uma forma eficaz de criar uma atmosfera de suspense e medo.
No entanto, após jogar Backrooms Anomaly, a sensação que fica é de que o jogo não consegue ir além da combinação dessas duas ideias. A ambientação do jogo, que se passa num escritório vazio com papel de parede amarelo desbotado, é fiel à interpretação original dos Backrooms, mas acaba por não criar uma identidade própria. Em vez de se sentir como um jogo com uma visão única, Backrooms Anomaly parece mais um jogo que mistura duas fórmulas já conhecidas sem acrescentar nada de novo.
Além disso, a detecção de anomalias, que é a principal mecânica do jogo, acaba por ser muito óbvia. Em vez de se sentir um desafio constante para encontrar as anomalias, o jogador acaba por se sentir como se estivesse apenas esperando pelo próximo evento óbvio. Isso tira a sensação de tensão e suspense que é fundamental para um jogo de terror.
A atmosfera do jogo também é um ponto fraco. Embora o escritório vazio possa ser um local assustador, a forma como o jogo o apresenta não consegue criar uma sensação de medo ou apreensão. A falta de identidade própria e a baixa tensão no jogo fazem com que Backrooms Anomaly se sinta como um jogo que não consegue cumprir o seu potencial.
Jogabilidade
A jogabilidade de Backrooms Anomaly é baseada na detecção de anomalias. O jogador é apresentado a um ambiente que deve ser memorizado, e então deve procurar por mudanças ou anomalias nesse ambiente. Essa mecânica pode ser interessante, mas no caso de Backrooms Anomaly, ela acaba por ser muito óbvia e fácil de executar.
O jogo apresenta 50 anomalias diferentes, e o jogador deve encontrar 10 delas em sequência para escapar do labirinto extradimensional. No entanto, a facilidade com que as anomalias podem ser encontradas tira a sensação de desafio e tensão do jogo. Além disso, a necessidade de jogar o jogo multiple vezes para encontrar todas as anomalias pode se tornar tediosa e não muito motivadora.
A jogabilidade de Backrooms Anomaly também é limitada pela falta de variedade nos ambientes. O jogo se passa quase inteiramente no mesmo escritório vazio, o que pode se tornar monótono e previsível. A falta de surpresas ou reviravoltas na história ou na jogabilidade também contribui para a sensação de que o jogo é muito previsível e não muito interessante.

Mundo e história
O mundo de Backrooms Anomaly é baseado no conceito dos Backrooms, que é um espaço liminar que pode ser acessado apenas saindo da realidade. Esse conceito é interessante e pode ser usado para criar uma atmosfera de suspense e medo. No entanto, a forma como o jogo apresenta esse mundo é muito limitada e não consegue criar uma sensação de imersão ou envolvimento.
A história do jogo é também muito simples e não consegue criar uma sensação de propósito ou direção. O jogador é apresentado a um ambiente e deve encontrar anomalias para escapar, mas não há uma sensação clara de por quê ou para quê. A falta de uma história mais desenvolvida ou de personagens interessantes também contribui para a sensação de que o jogo é muito superficial e não muito interessante.
O mundo de Backrooms Anomaly também é muito estático e não consegue criar uma sensação de dinamismo ou mudança. O ambiente é sempre o mesmo, e as anomalias são sempre apresentadas de forma muito previsível. Isso tira a sensação de surpresa ou descoberta que é fundamental para um jogo de terror.
Grafismo
O grafismo de Backrooms Anomaly é simples e não consegue criar uma sensação de realismo ou imersão. Os ambientes são muito básicos e não apresentam muitos detalhes ou texturas. A falta de efeitos visuais ou de iluminação também contribui para a sensação de que o jogo é muito plano e não muito interessante.
A direção artística do jogo é também muito limitada e não consegue criar uma sensação de identidade própria. O jogo parece mais uma mistura de diferentes estilos e influências, sem uma visão clara ou coerente. A falta de uma direção artística mais forte também contribui para a sensação de que o jogo é muito superficial e não muito interessante.
O grafismo de Backrooms Anomaly também é muito previsível e não consegue criar uma sensação de surpresa ou descoberta. Os ambientes são sempre os mesmos, e as anomalias são sempre apresentadas de forma muito previsível. Isso tira a sensação de tensão ou suspense que é fundamental para um jogo de terror.

Som
O som de Backrooms Anomaly é simples e não consegue criar uma sensação de imersão ou envolvimento. A trilha sonora é muito básica e não apresenta muita variedade ou complexidade. A falta de efeitos sonoros ou de diálogos também contribui para a sensação de que o jogo é muito superficial e não muito interessante.
A banda sonora do jogo é também muito previsível e não consegue criar uma sensação de tensão ou suspense. A música é sempre a mesma, e não há uma sensação clara de mudança ou evolução. Isso tira a sensação de surpresa ou descoberta que é fundamental para um jogo de terror.
Conclusão
Backrooms Anomaly é um jogo que combina a ideia de espaços liminares com a mecânica de detecção de anomalias, mas acaba por não impressionar devido à falta de identidade própria e à baixa tensão no jogo. A jogabilidade é simples e previsível, e a atmosfera do jogo não consegue criar uma sensação de medo ou apreensão.
A falta de uma direção artística mais forte e de uma história mais desenvolvida também contribui para a sensação de que o jogo é muito superficial e não muito interessante. O grafismo e o som do jogo são simples e não consegue criar uma sensação de realismo ou imersão.
No entanto, é importante notar que o desenvolvedor do jogo está experimentando com diferentes takes no conceito dos Backrooms, e é possível que futuros jogos possam ser mais interessantes e emocionais. Backrooms Anomaly pode não ter sido um sucesso, mas é um passo importante no desenvolvimento de jogos de terror que exploram a ideia de espaços liminares.
