Análises

Análise: Hyperstacks

Hyperstacks atira o jogador para um espaço virtual. Aqui, o movimento físico é tudo. O jogo não se foca só numa coisa. A experiência tenta equilibrar várias ideias ao mesmo tempo. Há combate e há quebra-cabeças. É um plano com muita ambição. Pode perder o foco a meio. Mas consegue agarrar quem quer uma experiência física no MetaQuest. É um jogo muito dinâmico.

Jogabilidade

O movimento é o motor de tudo. O jogo não dá caminhos fáceis. Exige o uso de ganchos e tirolesas. Tem plataformas de salto. Também dá para deslizar ou nadar. Estas ferramentas ligam-se muito bem no parkour. O efeito é excelente. O jogador salta de uma plataforma. Dispara um gancho no ar. Depois desvia-se de lava quente. Isto exige precisão. Exige também uma postura física muito ativa.

O combate ajuda a esta agilidade. Os combates mudam muito. Usamos armas de bater e armas de disparar. Muitas vezes são tiroteios com muita confusão. Exigem reações muito rápidas. Usar as mãos ou usar os perigos do cenário para bater nos inimigos funciona muito bem. Tudo isto corre bem no espaço virtual.

A campanha mostra as mecânicas aos poucos. Há várias personagens numa zona do meio. Elas dão tarefas e dão ferramentas novas. Isto é bom. O jogador não fica baralhado logo no início.

O maior problema de querer fazer tudo é que o jogo parece espalhado. Tenta ter combate, plataformas, quebra-cabeças e lógica. Por causa disso, falta-lhe a força que um jogo com um só foco teria. Quem quer um jogo muito limpo numa só área vai sentir falta de algo. Vai achar que o jogo tenta fazer coisas a mais ao mesmo tempo.

Por outro lado, o criador de níveis ajuda muito. Ele compensa a falta de foco com muita liberdade. O sistema usa uma grelha simples. Deixa criar cenários difíceis com inimigos, armadilhas e lógica de programação. As pessoas têm as mesmas ferramentas dos criadores do jogo. Por isso, a lista de níveis feitos por outros jogadores é enorme. Há sempre novos desafios para tentar passar. Isto é ótimo para quem quer fazer os melhores tempos.

Mundo e história

O avanço no jogo é feito pelas personagens da zona do meio. Cada uma tem a sua cara e o seu tipo de desafio. Elas servem para dar uma razão às missões. Também mostram as mecânicas novas. Não há uma história difícil de seguir. Há apenas uma estrutura simples que serve para a ação começar.

Grafismo

O jogo é muito colorido e tem um estilo próprio. O desenho das personagens tem graça. Combina bem com o tom leve do jogo. É um aspeto simples e que funciona. Não atrapalha o jogo. Também não estraga a velocidade que o parkour exige.

Som

Os sons do jogo fazem o seu trabalho. Dão força aos combates. Dão ritmo às partes de saltar. O som ajuda a perceber onde estão as coisas à nossa volta. Isto é muito importante quando há muita confusão nos combates.

Conclusão

Hyperstacks funciona muito bem para quem quer um jogo ativo em realidade virtual. É um jogo que obriga a mexer o corpo. Ele premeia quem é preciso no parkour. Também premeia quem é criativo a criar níveis. Não vai agradar a quem quer um jogo muito focado numa só coisa. A sua força está em ser variado. Mantém o jogador sempre em movimento.

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