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Análise: Obakeidoro 2: Chase & Seek

Obakeidoro 2: Chase & Seek junta o terror e o estilo chibi de uma forma muito fofa. Lembra a energia de um grupo de crianças a brincar nas ruas na noite de Halloween. O jogo é uma evolução directa do jogo anterior. Oferece confrontos rápidos com equipas diferentes. A simplicidade dita as regras. Não há sistemas difíceis para aprender. Há apenas uma perseguição constante. O jogo vive da tensão de esconder e procurar.

Jogabilidade

O jogo principal divide as pessoas entre humanos e monstros. Cada partida dura três minutos. O objectivo do monstro é apanhar três humanos. Os humanos tentam sobreviver e fugir. Quem joga como humano tem acções simples para sobreviver. Pode agachar atrás de objectos. Pode usar a lanterna para parar o perseguidor por uns segundos. Cada personagem tem pequenas habilidades específicas. Umas correm mais rápido perto de fantasmas. Outras sabem onde está o monstro através de guardas na prisão.

O grande problema aparece quando jogamos sozinhos. A inteligência artificial dos adversários é muito desequilibrada. Consegue ser muito inteligente e muito parva ao mesmo tempo. Se jogarmos como humano, fugir de um monstro do computador é quase impossível. Se ele nos vir, a perseguição dele não falha. Por outro lado, esconder sem ele ver é fácil demais. Quando jogamos como monstro, os humanos do computador correm sempre a direito. Vão logo para os botões de libertar assim que um amigo é apanhado. Isto torna a captura muito fácil e não exige planos nenhuns.

O jogo também tem um modo para jogar com amigos no mesmo ecrã dividido. Esta decisão é muito estranha para um jogo de esconder. A vitória depende de esconder o sítio onde estamos. Jogar no mesmo ecrã exige um pacto de honra entre os jogadores. Esse pacto quase nunca funciona. Ainda assim, há uma progressão com carimbos. Eles servem para ganhar novas personagens e lanternas. Isto dá uma boa razão para continuar a jogar. O jogo brilha mesmo é no modo online.

Mundo e história

O ambiente do jogo é feito como se fosse um teatro misterioso. O menu principal é mesmo um teatro. Toda a acção de apanhar e salvar pessoas segue esta ideia de palco. É um mundo pequeno. Mesmo assim, tem uma identidade muito própria. Foge do terror normal e parece mais uma fantasia para crianças, mas um bocado assustadora.

Grafismo

O jogo é bonito. Tem uma arte que lembra o estilo de Professor Layton com um toque gótico suave. As personagens são pequenas e fofas. Têm pormenores estranhos, como olhos fundos e linhas finas. Isto dá um aspecto um bocado sombrio. Os cenários ajudam a criar este ambiente. Têm tons escuros e coisas clássicas de terror, mas de forma simpática.

Som

A música ajuda a dar personalidade ao jogo. Tem uma forte influência da Europa e usa muito o acordeão. A música muda bastante. Passa de ritmos lentos e misteriosos para canções rápidas nas perseguições. O som ajuda a criar um ambiente de festa e de susto que corre bem em todo o jogo.

Conclusão

Obakeidoro 2: Chase & Seek funciona muito bem para partidas rápidas na internet. É ideal para os jogadores mais novos. Também serve para jogar com amigos na mesma sala, se não houver problema com a batota de olhar para o ecrã do outro. Não serve para quem quer jogar sozinho. A inteligência artificial tem falhas graves. No fundo, é um jogo com defeitos mas muito simpático. É óptimo para jogar de vez em quando, sobretudo na altura do Halloween.

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