Cair de um avião em direção ao chão devia ser uma experiência curta e triste. Isto acontece depois de o avião se partir a meio do voo. Freefall 95 transforma este desastre num recreio de acrobacias no ar. Caímos entre pedaços de motor e amendoins de cortesia. Também caímos entre braços cortados. O objetivo é só um. Temos de cair com o máximo de estilo possível. Tudo isto antes do choque final que vai acontecer.
A ideia é simples. O jogo não tenta ser mais do que isso. Em vez de pânico, o jogo dá piruetas, voltas e piadas sobre coisas famosas. É um estilo solto que corre muito bem.
Jogabilidade
A gravidade manda em tudo. Mas o controlo da queda é a melhor parte do jogo. Dá para fazer voltas, espirais e até a dança do verme no ar. Ligar estes movimentos em cadeia aumenta os pontos. O problema é que o céu está cheio de lixo do avião. Esse lixo cai connosco. Bater numa asa ou num motor corta os pontos. Também faz muito mal à vida.
A mecânica que quer mais atenção é a gestão da força e da variedade. Carregar nos botões à pressa para repetir o mesmo truque não serve de nada. O jogo castiga quem repete. É preciso fazer acrobacias diferentes para ganhar muitos pontos. Isto exige pensar muito depressa. Afinal, o chão vem aí a grande velocidade.
Pelo caminho, apanhamos moedas. Elas servem para melhorar os pontos do boneco, como a vida e a velocidade. Há outros passageiros a cair que dão pistas e pequenas tarefas. Outro boneco dá desafios de acrobacias para ganhar seguidores que não existem. O ritmo é muito bom. Quando morremos, o jogo recomeça logo. Isto tira a raiva e faz querer tentar outra vez.

Mundo e história
Não há uma história difícil. Não há espaço para grandes conversas. Estamos a cair de um avião partido. Tentamos durar o máximo de tempo enquanto fazemos tarefas. O tom é de rir e é absurdo. Há passageiros a falar com calma enquanto caem para a morte.
Grafismo
O visual é simples. Mas faz muito bem o seu trabalho. O aspeto simples faz com que o jogo corra sempre muito bem. Isso é preciso para responder depressa aos botões durante as manobras. Os vídeos têm um estilo próprio. São inspirados na televisão da MTV dos anos noventa. Isso dá uma marca forte ao jogo.

Som
A música dá o ritmo à queda. Ela acompanha a força louca do jogo. Os sons do lixo a passar e das acrobacias feitas dão uma ideia de pressa. Nunca cansam, mesmo depois de muitas tentativas seguidas.
Conclusão
Freefall 95 é ótimo para quem quer jogar rondas rápidas. É divertido e não tem complicações. Funciona muito bem para quem gosta de pontos ao estilo das máquinas antigas. É bom para quem quer um desafio de botões direto. Não vai agradar a quem quer uma história com peso ou um jogo real. É muito fácil querer jogar só mais uma vez. Por isso, é muito bom para viagens ou tempos mortos.

