Análises

Análise: Jelly Bubble

Atirar um pedaço de cocó virtual à cara de um amigo é muito divertido. Ao mesmo tempo, tentamos não ser comidos por uma geleia gigante. É este tipo de dinâmica que define Jelly Bubble. O jogo não tem vergonha de ser absurdo. Pelo contrário, apoia-se nisso. Entrega sessões rápidas de pura diversão física. Quando funciona num ambiente controlado, é óptimo. É um regalo para quem gosta de rir da desgraça alheia no sofá.

Jogabilidade

A grande cartada aqui é o magnetismo baseado em cores. Cores iguais atraem e absorvem. Cores diferentes repelem-se com violência. Controlar isto parece simples na teoria. Na prática, o pânico instala-se. Isto acontece quando seis geleias saltam na mesma arena. Um segundo de atraso a mudar de cor tem consequências. Significa ser atirado para fora do cenário ou ser engolido por um rival.

Esta física gelatinosa ganha ainda mais força com os modos de jogo. Há vários modos de jogo. Temos desde partidas de futebol caóticas até ao infame arremesso de cocó. A juntar à festa, existem mais de 20 tipos de sabonetes espalhados pelo ecrã. Estes itens funcionam como recursos táticos. Um sabonete pode causar uma explosão. Outro troca as posições dos jogadores. Outro aumenta o nosso tamanho. O ritmo é frenético. Os controlos são fáceis de aprender. Isso ajuda a que qualquer pessoa pegue no comando e comece a jogar logo.

O jogo tem um editor de mapas integrado. Serve para criar arenas absurdas cheias de trampolins e armadilhas. É bom para trollar os amigos e faz o jogo durar mais tempo. No entanto, o maior problema surge no modo online público. Tentar levar a experiência para a internet corre mal. A dependência de ligações P2P cria uma vantagem injusta. O dono da sala tem sempre vantagem. Na Europa, o matchmaking está praticamente deserto. Tentar jogar em salas asiáticas corre mal. Resulta em pings superiores a 300 milissegundos. Com este atraso, a sincronização das colisões falha por completo. Isto estraga a precisão que a física de magnetismo exige.

Grafismo

Visualmente, o jogo aposta num estilo de desenho animado. É muito colorido e fofo. As animações das geleias são polidas. É muito bom ver as geleias a colidir ou a deformar-se. É possível personalizar as personagens com fatos de peluche amorosos. Isto contrasta de forma engraçada com a agressividade das partidas. Além disso, o jogo é extremamente leve. Corre muito bem mesmo em computadores fracos ou na Steam Deck.

Som

O som acompanha o tom de festa e de brincadeira. Os efeitos sonoros das colisões gelatinosas são bons. O mesmo acontece com as explosões de sabonete e os ressaltos. Tudo isto mete piada a cada jogada. Ajuda a manter a energia lá no alto durante as partidas.

Conclusão

Jelly Bubble é um jogo de festa muito divertido e barato. Funciona muito bem para grupos de amigos em sessões locais ou privadas. O caos do magnetismo e as armadilhas personalizadas dão grandes momentos. Contudo, não serve para quem quer jogar online com desconhecidos fora da Ásia. O atraso na ligação é muito grande. A falta de servidores dedicados estraga o jogo competitivo.

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