PixArk entra de cabeça num desafio difícil. Tenta agradar a dois públicos muito diferentes. Por um lado, temos a costela de ARK. Essa parte foca-se na sobrevivência pura e dura. Por outro lado, temos a herança visual e de estrutura de Minecraft. O resultado desta mistura não é apenas uma cópia simples de ambos os mundos. É uma aventura com identidade própria. É um jogo que agarra o jogador pela curiosidade.
Jogabilidade
A grande força do jogo está na forma como a sobrevivência se cruza com a fantasia. Não estamos apenas a apanhar madeira para fazer uma cabana básica. Percebemos depressa que o mundo exige muito mais de nós. O jogo tem uma progressão de RPG. Ela obriga a gerir pontos muito importantes como a vida e a stamina. Cada nível que ganhamos exige uma decisão pensada. Temos de escolher bem o rumo da nossa personagem.
Domar criaturas é o verdadeiro motor do jogo. Há mais de cem seres diferentes para domar, treinar e montar. Isto vai desde os dinossauros mais conhecidos, como o grande T-Rex, até criaturas que saem de lendas antigas, como dragões. Domar um dragão não serve só para mostrar aos outros. Isso muda por completo a forma como viajamos pelo mapa. Também muda a forma como enfrentamos os perigos.
A magia entra no jogo e melhora tudo. Não nos limitamos a fazer ferramentas de metal ou armas de fogo. Podemos lançar feitiços. Podemos criar itens mágicos que mudam os combates. Isto dá uma camada de tática que não é normal num jogo de blocos. O cenário de blocos pode ser todo destruído. Se um obstáculo nos impede de passar, basta abrir caminho à força. Também podemos mudar o terreno para criar defesas.

Mundo e história
Os mundos são gerados ao acaso. Isto significa que cada nova partida dá um mapa todo diferente. O jogador tem de se adaptar sempre. As zonas diferentes não servem só para enfeitar. Cada zona tem os seus monstros perigosos e os seus tesouros únicos. São coisas que compensam o risco de ir explorar.
O ciclo de dia e de noite dita o ritmo do jogo. Durante o dia, o mundo parece amigo. É bom para apanhar materiais. Quando a noite cai, tudo muda muito. Criaturas muito perigosas saem das sombras. Uma simples tarefa de construção passa a ser uma luta desesperada para não morrer.
Grafismo
O estilo visual é todo feito de blocos coloridos. O aspeto é alegre e brincalhão. Isso torna o jogo muito mais fácil de entrar do que o realismo pesado de ARK. É um visual limpo e bonito. O jogo corre bem e não tem as falhas técnicas habituais do jogo em que se inspira.

Som
Os efeitos sonoros fazem o seu trabalho sem querer dar nas vistas. Os barulhos das criaturas ajudam a perceber o perigo antes de o ver no ecrã. Isto é muito importante quando andamos a explorar de noite.
Conclusão
PixArk funciona muito bem para quem quer um jogo de sobrevivência profundo mas quer fugir ao realismo cinzento do costume. É ideal para quem gosta de construir e de domar bichos sem a raiva extrema de outros jogos do género. Não vai agradar a quem quer uma simulação de sobrevivência muito realista. No final, é uma proposta fresca. Consegue equilibrar a tensão de sobreviver com a fantasia da magia.

