Análises

Análise: Sensory Overload

Sensory Overload quer testar os limites do nosso estômago. O jogo é simples e direto. Caímos por um túnel. Desviamos de obstáculos. Aceleramos sem parar. A ideia não é nova. Mas a forma de mostrar o jogo muda tudo. O cenário passa a ser o nosso pior inimigo. As paredes movem-se. As cores mudam a toda a hora. O mundo deforma-se para baralhar a nossa vista. O desafio não está em mexer os dedos com precisão de cirurgião. O desafio é não perder o norte. O próprio jogo tenta dar cabo da nossa visão.

Jogabilidade

Controlar a descida exige muita atenção. A melhor parte do jogo é a sincronização com a música. Quando jogamos bem, o túnel reage. Ele prende as cores ao ritmo do som. O prémio por jogar bem não é só um número no ecrã. É o momento em que o caos visual se arruma e ganha ordem. É um prémio muito bonito.

Há o modo normal e o modo para competir nas tabelas de pontos. Mas o modo Zen faz toda a diferença. Neste modo não há mortes. Também não há pontos. É ótimo para quem só quer ver o espetáculo visual. Não há a pressão de perder. É uma escolha simpática do criador. O jogo tem ainda um editor de níveis. E tem um modo de treino onde podemos pôr pontos de controlo.

A maior surpresa está nas opções para dar conforto. O jogo quer mesmo desorientar o jogador. Por isso, era fácil esquecer a acessibilidade. Mas o criador não a esqueceu. Podemos tirar as linhas de velocidade. Podemos mudar a mira ao pormenor. Dá para ajustar o contorno dos obstáculos. Se aumentarmos o brilho e a espessura das arestas das barreiras, vemos tudo melhor. O jogo não fica mais fácil por causa disso. A luta visual continua lá. Mas passamos a ver bem o que nos mata.

Mundo e história

Não há uma história para seguir. O foco está todo na experiência de sobreviver. Os níveis têm nomes que dizem tudo, como Vertigo ou Nausea. O jogo nasceu de um vídeo que ficou viral na internet. Foi feito por um único programador. Esse vídeo criou muita expectativa nas pessoas antes de o jogo sair.

Grafismo

A parte visual é um ataque constante e feito de propósito. Os efeitos de movimento e as trocas de cores mexem com tudo. O grafismo é simples na sua base de formas geométricas. Mas a forma como tudo muda cumpre o objetivo. O jogo testa mesmo a nossa resistência física.

Som

A música toca em conjunto com o jogo. Ela não serve só para estar no fundo. A música manda no ritmo da descida. Ela reage ao que fazemos no jogo. É uma peça muito importante para acharmos alguma ordem no meio da confusão visual.

Conclusão

Sensory Overload vive de sensações fortes. É ótimo para jogar em sessões curtas. O tempo que o jogo vai durar depende do gosto de cada um. Depende de querer subir nas tabelas ou de criar níveis novos. Funciona muito bem para quem quer um desafio rápido de ritmo e de visão. Mas é preciso aguentar tanta luz e movimento. Não serve para quem tem enjoos, vertigens ou problemas com luzes fortes. O melhor é testar a demonstração grátis antes de comprar o jogo.

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