Análises

Análise: Sizeable

Sizeable começa por nos colocar diante de pequenos mundos tridimensionais. Estes mundos parecem maquetes saídas de uma mesa de trabalho. A ideia de mexer nestes cenários em miniatura foca-se numa única acção principal. Essa acção é alterar o tamanho dos objectos. Não há aqui grandes explicações. Também não há enredos complexos. O jogo atira-nos directamente para a manipulação destes pequenos espaços. Depois deixa que a nossa curiosidade faça o resto do trabalho.

Jogabilidade

A mecânica que merece toda a atenção é a capacidade de encolher e agigantar elementos do cenário. Controlar o tamanho das coisas parece um truque simples. Mas o jogo consegue dar-lhe utilidade prática. O jogo liga a escala à física do próprio mundo. Encolher a lua faz com que a maré baixe. Isso revela segredos no fundo do mar. Aumentar uma nuvem cria uma tempestade de vento. Esse vento é capaz de mover outros objectos.

O objectivo principal em cada nível passa por encontrar três pilares escondidos. Esses pilares abrem o portal de saída. O processo de descoberta obriga-nos a mexer em tudo o que vemos. Mexemos em árvores e rochas. Mexemos até em planetas inteiros. É uma óptima forma de ajudar à exploração visual. O maior problema está no facto de o jogo ser muito curto. Também é muito fácil. A maior parte dos quebra-cabeças resolve-se numa questão de minutos. O desafio raramente exige grande ginástica mental.

Para além dos pilares obrigatórios, cada diorama esconde uma tartaruga secreta. Esta busca secundária acaba por ser o elemento que mais nos obriga a olhar com atenção. Olhamos para os pormenores de cada cenário. Há ainda alguns níveis adicionais e secretos. Estes níveis exigem acções específicas em níveis já concluídos. Isso ajuda a que o jogo dure um pouco mais de tempo.

Mundo e história

Não existe uma história em Sizeable. O jogo funciona como uma colecção de pequenos mundos temáticos. Viajamos por desertos, florestas, praias e até pelo espaço profundo. Cada diorama funciona como um ecossistema isolado. Nesses mundos, as regras de tamanho afectam os elementos de forma temática e lógica.

Grafismo

O estilo visual usa uma estética low poly muito limpa e colorida. Os dioramas são muito agradáveis à vista. A simplicidade das formas ajuda a ver facilmente os objectos com os quais podemos mexer. A luz reage quando alteramos o tamanho do sol ou da lua. Isso dá um toque especial a estes pequenos mundos virtuais.

Som

A banda sonora foca-se em temas calmos e acústicos. Estes temas acompanham o ritmo pausado do jogo. Os efeitos sonoros cumprem o seu papel sem sobressaltos. Eles dão peso às alterações de escala dos objectos. É um ambiente sonoro feito para evitar o stress enquanto resolvemos os quebra-cabeças.

Conclusão

Sizeable funciona muito bem para quem procura uma experiência de quebra-cabeças curta. É um jogo descontraído e bonito para passar uma tarde relaxada. Não vai funcionar para quem procura desafios complexos. Também não serve para quem quer mecânicas profundas que exijam muito esforço. O veredicto é positivo. É um projecto simples que faz exactamente aquilo a que se propõe. Não tenta ser mais complexo do que precisa de ser.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *