Análises

Análise: Sworn

Sworn não esconde ao que vem. O jogo entra-nos pelos olhos dentro. Tem uma estrutura que parece tirada do manual da Supergiant Games. Isto traz um problema logo no início. A novidade desaparece depressa. Percebemos que quase tudo aqui é uma cópia. É um molde que já conhecemos de cor e salteado.

Jogabilidade

O combate funciona bem. Tem um fluxo agradável. Controlamos uma de quatro classes. Cada classe tem as suas armas e feitiços para desbloquear. A grande atração está na mistura. Misturamos as dádivas dos deuses fae para criar poderes novos. Temos poderes duo. Temos ataques especiais mais fortes. Temos companheiros de batalha. É um sistema completo. Dá muita força para experimentar.

O problema é que o combate é lento. É mais lento do que o costume neste estilo de jogo. Os inimigos também respondem pior. Falta aquele toque final. Falta o detalhe que torna cada desvio e cada ataque num momento de grande prazer. Não há caminhos diferentes nas lutas contra os chefes nesta fase. Isso faz com que o jogo fique repetitivo mais cedo do que devia.

A salvação de Sworn é o modo cooperativo para quatro jogadores. É aqui que o jogo ganha uma vida nova. É assim que se afasta dos outros jogos. É muito bom combinar ataques com mais três amigos. É divertido misturar feitiços diferentes no ecrã. Partilhar o aperto das salas mais difíceis muda o jogo todo. A solo o jogo parece só uma imitação bem feita. Em grupo passa a ser um caos muito divertido.

Mundo e história

A escolha das lendas de Artur serve de fundo para a ação. Enfrentar os Cavaleiros da Távola Redonda corrompidos como chefes de zona é uma grande ideia. Dá outro peso ao avanço no jogo. Mesmo assim, os heróis que controlamos são um bocado vazios. Falta-lhes aquela força na personalidade. Falta o carisma que nos faz querer falar com todos no acampamento entre as tentativas de fuga.

Grafismo

O estilo visual é muito bonito. A arte vai buscar muito ao traço de Mike Mignola. Tem sombras muito escuras e contornos fortes. É um visual que fica muito bem neste ambiente de fantasia sombria.

Som

A música acompanha o ritmo dos combates. Nunca se destaca muito. Faz o seu trabalho de dar pressa às batalhas. Mas não deixa músicas na cabeça depois de desligarmos a consola.

Conclusão

Sworn não vai tirar o trono ao rei do género. Mas faz o suficiente para ter o seu lugar. Funciona muito bem para quem quer um roguelite de ação com foco no multijogador. A concorrência direta não costuma dar esta opção. Se queres jogar sozinho, a comparação com Hades pesa muito. Mas se tiveres amigos para jogar em Camelot, tens aqui muitas horas de boa diversão.

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