Análises

Análise: Twisted Tower

A primeira coisa que fazemos em Twisted Tower é usar um martelo gigante. Usamos o martelo para arrancar a cabeça de uma mascote bizarra. O jogo não perde tempo. Mostra logo ao que vem. O jogo mistura o estilo dos anos 40 com mascotes assustadoras e um tom de gozo. Isto faz lembrar logo o BioShock. Mas o jogo não se perde em sistemas difíceis de simulação. Este título foca-se no que importa. O que importa é dar tiros e saltar entre plataformas. É tudo directo e divertido.

Jogabilidade

O combate é o grande destaque de tudo. As armas são conhecidas mas têm pormenores criativos. Há uma arma que dispara berlindes. É muito bom usar esta arma. O impacto dos tiros nos inimigos é excelente. O ritmo nunca abranda. Na verdade, o jogo muda muito quando avançamos. A primeira metade tenta ser um jogo de acção mais calmo. A segunda parte é diferente. Aí já temos as armas todas. O jogo passa a ser um jogo de tiros muito rápido ao estilo de DOOM.

Esta mudança de ritmo é muito boa para o modo de jogo extra. Este modo abre depois de acabar a história a primeira vez. Começar de novo com as armas todas é óptimo. Transforma os combates em momentos de pura diversão. É uma óptima desculpa para voltar à torre.

Nem tudo funciona bem neste combate. O maior problema é a forma como os inimigos aparecem no ecrã. Eles não saem de portas. Não aparecem de sítios lógicos do cenário. Eles limitam-se a aparecer do nada. Aparecem no meio de uma nuvem de confetes. Isto torna as lutas nas arenas confusas e sem regras. Muitas vezes, a melhor táctica é recuar. Vamos para um canto seguro e disparamos contra tudo o que mexe. É melhor do que correr pelo cenário. Correr é perigoso porque podemos bater de frente contra um inimigo que acabou de surgir do ar.

As partes de plataformas são muito bem feitas. São agradáveis de passar. A única excepção é mesmo o desafio final. O combate com o último chefe corta o ritmo. Exige saltos muito certos. Isto não tem nada a ver com o resto do jogo. É a razão principal para falhar a primeira subida ao topo da torre.

Há também uma mecânica para ganhar novos poderes ao estilo de Metroid. Serve para entrar em novas áreas. Mas esta ideia perde a força. O jogo não tem um mapa. Não há nenhuma razão real para voltar atrás nos cenários. As zonas não se ligam umas às outras de forma natural. Por isso, voltar atrás para explorar é uma perda de tempo. Só serve se o jogador quiser mesmo encontrar os segredos todos.

Mundo e história

O ambiente de parque de atracções velho e assustador segura bem o jogo. A história segue a subida do herói pela torre. A história passa em televisores onde o vilão fala connosco. Também há cartas e gravações no chão. Não é uma história nova. Mas tem voltas suficientes para prender a atenção. Serve muito bem para explicar o cenário bizarro onde estamos.

Grafismo

A parte visual é um dos pontos fortes. O jogo tem um estilo com muita força. Mistura a riqueza dos anos 40 com o medo de uma feira popular. Os cenários têm muitos detalhes e personalidade. Isto faz com que seja bom ver cada canto da torre. Fazemos isto com gosto, mesmo sem ter um mapa para ajudar.

Som

O som acompanha o jogo de forma correcta. O barulho das armas tem o peso certo. Faz com que os combates pareçam reais e dêem gozo. A música também ajuda. Ela dita o ritmo rápido dos combates nas arenas.

Conclusão

Twisted Tower é uma óptima recomendação. Serve para quem quer um jogo de tiros de acção directa. Não tem as complicações dos jogos de hoje. Funciona muito bem para quem gosta de jogos de tiros clássicos. É bom para quem gosta de mistério e não se importa com a falta de mapa. Também é preciso não ter problemas com os inimigos que aparecem do nada. Não vai agradar a quem quer um simulador complexo. Também não serve para quem quer explorar a fundo. O jogo dura cerca de oito horas. É um projecto feito com amor. Diverte do início ao fim e dá vontade de jogar outra vez.

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