Análises

Análise: Worming from Home

Trabalhar a partir de casa já faz parte da rotina de muitos. Mas fazer isso na pele de uma minhoca é outra coisa. Worming from Home mete-nos no papel de um analista financeiro júnior. O nosso objectivo é subir na carreira. O pormenor é que não temos braços. Não temos pernas nem ossos. Temos apenas um corpo mole e uma secretária cheia de tarefas para resolver.

Jogabilidade

O segredo do jogo está no movimento. Controlar esta minhoca exige atirar o corpo contra o teclado. É assim que respondemos a mensagens e preenchemos folhas de cálculo. Bater com a cabeça nas teclas é o nosso trabalho. A física de boneco de trapos dita o ritmo de cada tarefa. Pode parecer irritante ao início. Mas o jogo evita a frustração de outros jogos com física difícil. Os controlos são escorregadios. Mesmo assim, a aprendizagem é rápida. O desafio é simples e para todos.

A vida de escritório não é só relatórios. Temos de atender o telefone às vezes. Também podemos usar segredos para ganhar dinheiro na bolsa de forma ilegal. O dinheiro serve para comprar melhorias que ajudam no dia a dia. Ou serve só para comprar chapéus giros. Fora do trabalho, há tempo para ir ao ginásio treinar. Podemos ler livros de autoajuda ou falar com os colegas. O maior problema é não dar para mudar o equipamento de trabalho. Não podemos mudar de rato ou de teclado. Quem gosta do visual inicial vai achar falta disso.

Mundo e história

A história vive do humor absurdo e das conversas parvas. Temos de fingir que somos um humano normal para o chefe exigente. Essa ideia carrega o jogo todo. O ambiente tem as suas pequenas intrigas e tarefas chatas. Também há o drama de tentar deitar abaixo um colega rival. Isto dá uma estrutura clara ao jogo. Podia ser só uma piada rápida, mas é mais do que isso. Há eventos ao acaso e pequenos jogos que ajudam a animar o dia da minhoca.

Grafismo

O visual foca-se na secretária de trabalho e no aspeto parvo da nossa personagem. A minhoca contorce-se e voa pelo cenário ao saltar. Esse é o grande destaque visual. Tudo corre de forma muito suave. Isso é importante para os movimentos caóticos não causarem quebras. Precisamos que o jogo corra bem para acertar nas teclas certas.

Som

As vozes destacam-se pelo entusiasmo. Ajudam a dar mais piada aos diálogos. Os sons das cabeçadas no teclado e os telefones a tocar criam um ambiente barulhento. É o stress de um escritório real a contrastar com um protagonista ridículo.

Conclusão

Worming from Home é um jogo curto, barato e muito bem feito. Funciona muito bem para quem quer algo simples e divertido. A física não serve para castigar o jogador. Não vai agradar a quem quer um jogo longo ou gestão profunda. A sua força está na forma honesta como entrega uma piada muito bem polida.

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