Swordcery afasta-se logo da seriedade cinzenta. Essa seriedade costuma estar nos jogos de grande orçamento. Aqui não há guerreiros tristes com o passado. Em vez disso, temos uma chuva de espadas mágicas. Elas caem do céu. O tom é de comédia e é muito pateta. O contraste é feito de propósito. Dois antigos animadores da Sony Santa Monica fizeram o jogo. Demoraram oito anos a criar tudo. Eles usaram a sua técnica para o jogo ser divertido, não para criar drama. Cada golpe no jogo sabe mesmo bem.
Jogabilidade
O combate vive da forma como as espadas reagem nas nossas mãos. Controlamos a personagem com uma vista de cima. O movimento é muito preciso. Raramente vemos este rigor fora dos jogos gigantes. Cada ataque tem o peso certo. Falhar um golpe e recuperar a posição mostra muito cuidado. O mesmo acontece ao bater num escudo ou ao desviar rápido. Nota-se o trabalho nas animações. Os criadores saíram das grandes empresas. Queriam criar algo focado só na diversão.
As espadas são as estrelas do jogo. Não mudam só os números do dano. Cada lâmina muda o estilo de combate. Elas quebram as regras da física. Há espadas que funcionam como bumerangues. Outras congelam o chão. Algumas mandam relâmpagos do nada. Apanhar estas armas muda a forma como jogamos. Cada sala das masmorras é diferente e muda a nossa tática.
A piada do jogo é descobrir as combinações. Juntamos as armas com as relíquias que apanhamos. O combate puxa pela nossa vontade de testar tudo. Mas o jogo é só para um jogador. Não há modos para jogar com amigos. Isso pode deixar algumas pessoas tristes. Falta o caos de jogar em grupo. Ainda não sabemos se as armas chegam para divertir durante dezenas de horas no Early Access.

Mundo e história
A história é simples. Serve só para dar início ao jogo. O mundo sofreu um desastre no céu. Depois disso, começaram a chover espadas com maldições. O humor é parvo e está em todo o lado. É uma história muito leve. Quem quer um enredo sério vai ficar desiludido. Não há dilemas difíceis nem personagens profundas. O jogo quer ser uma paródia.
O perigo está em saber quanto tempo dura a piada. A comédia parva funciona bem no início. Mas este é um jogo de repetir masmorras. Ao fim de muitas horas, as piadas podem cansar ou parecer sempre iguais.
Grafismo
O visual em 3D é muito colorido. É cheio de vida. O jogo não quer ser realista. Prefere um estilo de desenho animado. O trabalho de animação é muito bom e nota-se sempre. É fácil perceber onde estão os inimigos. Mesmo com muitos feitiços no ecrã, tudo se percebe bem.

Som
O som acompanha bem o ritmo rápido do jogo. Cada tipo de espada tem o seu som próprio. Isso ajuda a perceber que magia estamos a usar. É um trabalho bem feito. Ajuda a dar força aos combates.
Conclusão
Swordcery é uma boa aposta para o Early Access. Mostra que a experiência de quem já fez grandes jogos faz a diferença. Um conceito simples ficou com um combate muito bom e viciante. É ótimo para quem quer combates rápidos e armas diferentes. Também é preciso não querer uma história séria. Quem quer drama ou jogar com amigos deve procurar outro jogo.

