Talaka, o roguelike de ação da indie brasileira Potato Kid, já tem a sua demo no Steam. A versão, lançada em 1 de setembro de 2026, oferece aos jogadores o primeiro mundo do título, com combate intenso, armamento variado e um chefe que testa a destreza de quem tenta a sua sorte.
O jogo combina mais de 150 combinações de armas e habilidades, permitindo que cada partida seja única. O combate, inspirado em Dead Cells, exige esquivas, bloqueios e recargas rápidas, enquanto os inimigos incluem monstros mitológicos e espíritos corrompidos. O chefe do primeiro nível serve de amostra de como o jogo evoluirá nas versões finais.
O que diferencia Talaka é a sua estética pintada a aquarela. Cada bioma — do Sertão árido ao Pantanal pantanoso, passando pelas ruas de São Paulo e as profundezas do Dark Orun — parece um quadro vivo. A arte não apenas decorou o cenário, mas também reforça a ligação entre a mitologia afro‑brasileira e o design do jogo.
A história segue um jovem guerreiro que, outrora, acreditava nas lendas dos Orishas. Com o passar do tempo, esses mitos começaram a desaparecer, e a corrupção ameaça distorcer as memórias que mantêm o equilíbrio do mundo. O jogador deve atravessar paisagens oníricas, reconectar‑se com as forças divinas e descobrir porquê as histórias estão a fugir.
O título está previsto para lançamento em consoles e Steam no início de 2027. A demonstração já foi apresentada no The MIX: Fall Game Showcase, em Seattle, e a expectativa é que o jogo consolide a reputação da Potato Kid como criadora de títulos inovadores.
Potato Kid foi fundada por três veteranos da indústria, com mais de 30 anos de experiência combinada. O studio segue um modelo enxuto, focado em criar jogos polidos e significativos, sempre com base no feedback direto dos jogadores.
Acclaim, que publicou Talaka, tem uma longa história de apoio a desenvolvedores independentes. O nome, que já foi associado a franquias como Mortal Kombat e NBA Jam, está a ser usado para trazer projetos de alta qualidade ao público mundial.

