Análises

Análise: Brigador Killers

Brigador Killers não quer que o jogador faça apenas o mesmo que no jogo anterior. Desta vez, a perspetiva muda. Em vez do mercenário pago para arrasar tudo, controlamos um insurgente da Team Anchor. Estamos em plena retaliação no planeta natal da SNC. A missão já não é conquistar terreno. Também não é cumprir contratos de demolição. A missão agora é subir na hierarquia da responsabilidade. É fazer pagar quem começou a guerra. Esta mudança de tom dita o ritmo de toda a experiência.

Jogabilidade

A grande diferença na estrutura é a escala do combate. Agora é possível andar a pé pelas ruas de Mar Nosso. Também podemos controlar veículos blindados. Esta dualidade transforma a forma como olhamos para os níveis. A pé, o jogador é frágil. Precisa de ser discreto e de ler a cidade de forma atenta. Nos veículos, o jogador passa a ser o problema. É o problema que as forças de segurança locais têm de resolver.

O ciclo de jogo ganhou uma camada de oficina muito interessante. Não nos limitamos a disparar. Recolhemos destroços de veículos inimigos. Recuperamos peças na base. Depois, fabricamos novas ferramentas de destruição. Há mais de trinta armas ao todo. Temos tecnologia improvisada e temos armamento pesado de ponta. Esta progressão de laboratório dá um propósito real à exploração. Vai muito além de apanhar itens do chão.

A jogabilidade exige habituação. Não serve para qualquer um. A série sempre foi conhecida por ser difícil de começar. Os controlos são muito exigentes. Quem procura uma acção simples e confortável vai achar o desafio frustrante. Para piorar, o jogo entra agora em acesso antecipado. Isto significa que o volume total de conteúdo ainda não está finalizado. O equilíbrio desta exigência também não está pronto.

Mundo e história

O cenário de Mar Nosso serve de palco para uma narrativa de vingança. A história funciona muito bem. A inversão de papéis dá força ao enredo. Deixamos de ser a força opressora de fora. Passamos a ser a resistência. Somos quem conhece os cantos à casa. Perseguimos os homens de negócios que são os responsáveis pelo conflito.

Grafismo

O aspeto visual continua a ser o ponto mais forte da série. O trabalho de arte isométrica tem sprites cheios de detalhes. Cria um ambiente industrial denso e sujo. Este estilo não tem rival no mercado. Oferece uma leitura tática excelente. É algo que a maioria dos jogos de acção em três dimensões não consegue dar.

Som

A banda sonora acompanha a personalidade forte do grafismo. O primeiro jogo teve muito sucesso na música. Esta sequela volta a apostar numa composição original de músicos conhecidos. Isto garante que a atmosfera pesada das ruas tem o ritmo certo nas colunas.

Conclusão

Brigador Killers é recomendado para quem gostou do original. É para quem quer uma sequela que arrisca em vez de repetir a fórmula. A transição entre o combate a pé e em veículos é excelente. Tem o apoio de um ciclo de criação de armas que dá muito gozo. Não funciona para quem procura facilidades. Também não serve para quem quer um produto acabado nesta fase de acesso antecipado. Isto acontece por causa da sua dificuldade típica e do conteúdo que ainda está a ser feito.

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