A maior parte dos jogos parecidos com Vampire Survivors faz pouca coisa nova. Mudam o aspeto visual. Deitam centenas de inimigos para cima de nós. Cloudbreaker não faz isso. Não nos põe só a passear a nave enquanto ela dispara sozinha. Obriga a pensar em como montamos a nave em tempo real.
Esta mudança de ritmo fazia falta. É um género cheio de ideias iguais. O combate continua muito rápido. Mas o coração do jogo está no inventário.
Jogabilidade
Arrumar o arsenal na grelha da nave é muito importante. Não é só para ficar bonito ou arrumado. O sítio onde pomos cada arma muda o disparo. Muda também o efeito que ela ganha durante a luta.
Pôr um canhão no meio ou na ponta muda o disparo. Tudo ganha mais força com os módulos passivos. Estes módulos ligam-se às armas do lado na grelha. Criam redes de bónus. Uma peça certa no meio de dois canhões muda tudo. Pode dar mais dano. Pode dar mais velocidade. Pode criar efeitos muito fortes.
Recolhemos sucata nas lutas. Gastamos essa sucata para subir o nível das armas. Os caminhos de melhoria dividem-se. Dá para mudar o arsenal quando a partida fica difícil. Não chega escolher a arma que dá mais dano. É preciso ver se a arma nova cabe no espaço vazio. É preciso ver se vai usar os bónus que já lá estão.
Há muito trabalho para fazer na grelha. Ao mesmo tempo, o combate no ar exige muita atenção. Não ficamos só a fugir de grupos de naves. Dá para apontar alguns ataques à mão. Assim atacamos primeiro os alvos mais perigosos. Isso ajuda muito quando o ecrã fica cheio de tiros.
A forma de fugir dos tiros muda com a nave. Algumas naves usam impulsos rápidos. Outras usam teleportes. Outras usam esquivas táticas. Usar estas coisas no momento certo é vital. É a diferença entre ter a nave inteira ou morrer num segundo.
Fora das partidas, há muito para fazer. A progressão prende a atenção. Dá para melhorar cada nave. Dá para abrir mais equipamento. Dá até para escolher com que frequência as armas favoritas aparecem na viagem. É um sistema que dá prémios a quem joga sem custar custar a passar o tempo.

Mundo e história
O jogo foca-se na ação. Foca-se em pôr os sistemas a funcionar bem. Não há grandes histórias para distrair.
Grafismo
O aspeto visual faz o seu trabalho. Dá para ver tudo bem no ecrã. Mesmo com dezenas de tiros e naves ao mesmo tempo.

Som
O som acompanha o ritmo rápido das lutas. Não cansa nas sessões de jogo mais compridas.
Conclusão
Cloudbreaker traz coisas novas a um género que arrisca pouco. É ótimo para quem gosta de criar combinações fortes. É bom para quem gosta de arrumar o inventário ao pormenor. Serve para quem quer pilotar a sério e não só fugir dos maus. Se queres só mais um jogo igual aos outros para jogar sem pensar, esta gestão pode ser demais. É uma escolha certa para quem procura algo novo no género.

