Análises

Análise: Drag’N Dungeon

DragN Dungeon entra direto ao assunto. Não perde tempo com menus iniciais que não interessam. Também não tem ecrãs de configuração sem fim. Esta decisão é da produtora italiana Demon Girl. A escolha dita o ritmo de um jogo focado em sessões rápidas. São sessões fáceis de repetir. O jogo afasta-se da correria normal deste género. Em vez disso, dá uma experiência mais pausada. Cada ação exige plano. Não exige reações automáticas.

Jogabilidade

O combate afasta-se das regras normais dos jogos do género. Aqui não há grelhas para limitar onde pomos as peças. Também não há a exigência de ter reflexos rápidos. A ação funciona quase como um quebra-cabeças. O jogador arrasta as suas unidades. Depois, põe as unidades no cenário. Faz isto para reagir às ameaças com calma.

O peso das decisões sente-se na gestão da equipa. O grupo de heróis pode chegar aos 40. Cada herói tem as suas habilidades. Cada um tem as suas ligações com outros. Por isso, há muito espaço para testar misturas. O sistema de níveis das unidades obriga a escolhas a sério. Pôr em risco um herói mais forte é difícil. Ele é difícil de substituir. Por isso, não é uma decisão óbvia. É um risco que temos de calcular bem.

O lado da estratégia é excelente. Mas perde algum brilho por causa de falhas nos menus e na aprendizagem. O menu de desafios é mau. Ele chega a tapar as personagens no campo de batalha. Isso dificulta ver bem o combate. Além disso, a entrada de novos jogadores falha. O tutorial não explica tudo o que devia. O jogo confia muito em ícones e desenhos sem texto para explicar. Isto faz com que aprender a jogar seja difícil sem necessidade.

Mundo e história

A aventura passa-se em masmorras cheias de cor. Ali enfrentamos combates rápidos. O jogo foca-se na ação rápida. Dispensa grandes histórias ou apresentações difíceis. O mundo faz-se através do ambiente. Também se faz através de pequenos encontros. Um exemplo são os espíritos de luz. Eles surgem logo no início. Ajudam a dar alma à viagem. Mas não têm um papel importante no jogo em si.

Grafismo

O aspeto visual é o que salta mais à vista. A mistura de cenários em voxel de baixa resolução resulta muito bem. As personagens são feitas em blocos tridimensionais. A interface usa pixel art. No papel, isto podia parecer uma colagem confusa de estilos. Mas aqui ganha uma cara única. É um estilo bonito e com muita personalidade.

Som

O trabalho visual é forte. Mas o som fica atrás. O maior problema nesta parte é a falta de voz própria das personagens. Os heróis são muito fáceis de distinguir com os olhos. Mas o mesmo não acontece no som. Falta variedade no som. Falta detalhe para acompanhar a alma de cada herói.

Conclusão

DragN Dungeon é fácil de recomendar. Serve bem para quem gosta de estratégia. É bom para quem quer um jogo mais calmo e com cabeça. O combate dá prémios ao jogador. O estilo visual é forte. Estes pontos compensam os erros de um jogo novo. Não vai agradar a quem quer ação com muita pressa. Também não serve para quem precisa de tutoriais muito mastigados. Mas quem passar a barreira do início encontra aqui um desafio muito bom.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *