Análises

Análise: Forsworn

Forsworn atira-nos logo para o tabuleiro de combate. Não há aquelas dezenas de horas de conversa dos RPGs normais. O foco aqui é ser rápido. O jogo pega no que torna os combates por turnos interessantes. Depois esmaga essa experiência num formato rápido. É ideal para sessões curtas. É um estilo despachado. Funciona muito bem.

Jogabilidade

O combate vive de gerir os pontos de ação. Também vive de onde nos pomos no terreno. Não basta escolher o ataque mais forte. É preciso olhar para onde os heróis estão. Um guerreiro mais forte na frente pode tapar a visão do feiticeiro. Isso impede um feitiço importante. Esta parte física do sítio onde estamos obriga a planear bem cada passo.

As habilidades passivas das personagens são o motor da estratégia. Não dão só pequenos bónus de números. São regras que mudam a forma de jogar. O Paladino exige mudar sempre de aura. Só assim dita o ritmo do grupo. O Feiticeiro precisa que usemos escolas de magia diferentes. Serve para juntar bónus muito fortes. O jogo obriga a pensar nestas ligações em cada turno.

O mapa tem caminhos que se dividem. É o estilo normal dos roguelikes. Temos de gerir o risco e a recompensa. Podemos escolher combates difíceis contra elites. Ou podemos procurar eventos e melhorias. O início do jogo pode ser muito duro. Começamos com poucas habilidades. Qualquer erro a posicionar os heróis é punido sem dó.

Fora do combate, o jogo falha um bocado. Não dá para mudar as armas e armaduras a meio de um encontro. Isto é assim mesmo que já tenhamos morto todos os inimigos daquela zona. O ecrã das lojas também é mau sem necessidade. É muito fácil vender um item sem querer. O jogo não deixa comprar de volta nem voltar atrás. São pequenas coisas que irritam.

Mundo e história

A história serve só para nos fazer andar no mapa. Não há conversas compridas. Não há escolhas morais difíceis. O interesse está no caminho tático. O importante é o grupo sobreviver ao longo das várias escolhas.

Grafismo

A parte visual é o ponto mais fraco de todos. Forsworn tem bonecos muito simples. O jogo tenta ter um aspeto real mas fica sem graça. O resultado final faz lembrar um jogo barato do tempo da PlayStation 3. Um estilo de arte diferente teria ajudado. Se usasse cel-shading dava mais personalidade ao jogo. Ajudava a que se destacasse no mercado.

Som

A música e os sons fazem o seu papel. Acompanham as batalhas. Ainda assim, não trazem nada de novo ou de especial ao ambiente do jogo.

Conclusão

Forsworn faz muito bem aquilo que quer fazer. É uma boa recomendação para quem gosta de cRPGs clássicos e complexos. Serve para quem já não tem tempo para campanhas de cem horas. O combate dá tensão e dá prémios. Quem quer gráficos bonitos ou uma história profunda não vai encontrar isso aqui. Mas quem quer só estratégia a sério por turnos tem aqui um desafio muito honesto.

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